Depois de Galanga Livre (2017) e Mundo Manicongo: Dramas, Danças e Afroreps (2019), o rapper Rincon Sapiência lança Um Corpo Preto, com novas experiências sonoras. O álbum mantém o foco na valorização da autoestima do povo preto, em 17 faixas profundas e bem construídas.
“Sempre pesquiso e racializo minha música”, explicou Rincon em entrevista a CartaCapital. “O álbum tem essa sonoridade africana contemporânea. É divertido e tensionado, de alguma forma. Ele tem coisas dos dois primeiros álbuns, mas de forma mais madura.”
O rapper, também conhecido como Manicongo, ressalta que suas pesquisas sobre a cultura africana — inseridas em seus trabalhos — não apelam ao lado folclórico, mas ao que há de contemporâneo e moderno no continente: “Ali, me conecto muito com alguns sons, principalmente afrobeats”.
Rincon também explora no novo disco o rap, a música eletrônica, o funk, o reggae e o samba, sempre de forma bem trabalhada, mostrando-se um artista de profundidade.
As 17 músicas de Um Corpo Preto transitam entre espiritualidade, paixão, sexo, dinheiro, buscas e sonhos. “É um disco racial, mas não é um trabalho em que trago a história de Zumbi de Palmares ou falo de coisas tradicionais da cultura preta. Eu enfatizo o corpo preto.”






