Quito sai na frente da maioria dos países latino-americanos, onde somente testemunhas humanas são aceitas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Diana Tupiza e Andrés Alquinga colocam a pegada de sua cadela de estimação, Luna, como testemunha simbólica de seu casamento no cartório central de registro civil em Quito — Foto: RODRIGO BUENDIA/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 11/07/2026 - 14:01 Casais no Equador Podem Ter Pets como Testemunhas em Casamentos Civis No Equador, casais agora podem ter cães e gatos como testemunhas simbólicas em casamentos civis, uma inovação única na América Latina. Desde maio, mais de 50 casais aderiram à prática, que, embora sem validade legal, tem grande valor sentimental. O Registro Civil apoia a iniciativa como uma resposta moderna às novas estruturas familiares. Em Quito, Luna, uma cadela Pequinês, foi protagonista ao deixar a impressão de sua pata em uma certidão simbólica. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Quando Diana e Andrés decidiram se casar, escolheram uma testemunha inusitada para sua cerimônia civil: Luna, uma cadela da raça Pequinês que deixou a impressão de sua pata na certidão de casamento, uma prática incentivada pelo Registro Civil equatoriano. Com a regulamentação dos casamentos "pet friendly", o Equador saiu na frente da maioria dos países latino-americanos, onde apenas testemunhas humanas são aceitas. Argentina e México registraram casos excepcionais devido a decisões específicas das autoridades. Embora a impressão da pata não tenha validade legal, ela possui valor sentimental para os mais de 50 casais que, desde maio, levaram seus cães e gatos aos cartórios de registro civil em todo o país. — O fato de ela (Luna) estar aqui é realmente espetacular — disse Diana Tupiza à AFP após a cerimônia realizada em Quito. Andrés Alquinga e Diana Tupiza colocam a pegada de sua cadela de estimação, Luna, como testemunha simbólica de seu casamento no cartório central de registro civil em Quito — Foto: RODRIGO BUENDIA/AFP A engenheira de telecomunicações de 38 anos conta que a ideia de levar Luna como testemunha partiu de seu marido, Andrés Alquinga. A química entre ele e Luna é inegável. A pequinês cor creme, vestida com um vestido de tule rosa para a ocasião, lambe o rosto e posa feliz em seus braços para fotos. —Os animais podem não estar aqui para conversar conosco, para nos dar conselhos, mas estão aqui para nos dar todo o amor que têm — diz Alquinga, um programador de 31 anos. 'Tempos Modernos' A decisão do casal chocou Luz Lima, mãe de Diana. Apesar de tudo, foi ela a responsável por fazer o vestido que Luna usou. Luz lembra de ter aconselhado o casal que era "melhor escolher alguém que tenha recebido todos os sacramentos e (...) que saiba o que está assinando", antes de conhecer a iniciativa do Registro Civil. Após uma explicação e o recebimento dos requisitos impostos pela instituição, como levar um kit de higiene e garantir que os animais sejam dóceis, Lima aderiu à nova tendência. — Estes são os tempos modernos — disse ele à AFP durante a prova do vestido da cachorrinha. Andrés Alquinga e Diana Tupiza colocam a pegada de sua cadela de estimação, Luna, como testemunha simbólica de seu casamento no cartório central de registro civil em Quito — Foto: RODRIGO BUENDIA/AFP Ottón Rivadeneira, diretor do Registro Civil do Equador, comentou que a iniciativa está em consonância com as novas estruturas familiares. Os quase 19 milhões de habitantes do Equador possuem 7,6 milhões de cães e gatos como animais de estimação, quase o dobro do número de crianças de até 12 anos, segundo o último censo. — Estamos definitivamente nos adaptando a essas necessidades modernas — conta Rivadeneira à AFP, acrescentando que também estão "apresentando [a ideia] ao público de uma forma empática e moderna". Ao final da cerimônia, Luna colocou a impressão de sua pata na certidão emitida pela instituição, que também inclui as assinaturas do casal e das testemunhas humanas. O documento diz: "certidão de casamento simbólica" e "a impressão da pata do seu amigo peludo". — Tenho três cachorros e um gato. Para mim, teria sido ótimo se todos estivessem aqui, mas acho que ela (Luna) representa tanto os animais de estimação que estão na Terra quanto os que estão no céu —diz Tupiza antes de ir com o marido e o animal de estimação para uma reunião familiar para celebrar o casamento.
Cães e gatos viram testemunhas simbólicas de casamentos civis no Equador
Quito sai na frente da maioria dos países latino-americanos, onde somente testemunhas humanas são aceitas










