Há cinco meses, dores nos ombros e na coluna lombar passaram a impactar a vida da manicure Maria Hosana Reis Ferreira de Oliveira, 53. Erguer os braços tornou-se um movimento impossível. Deitar na cama para dormir potencializava o incômodo. Noites em claro, estresse e cansaço pioraram a situação de Maria Hosana. Na UBS (Unidade Básica de Saúde), o médico recomendou o projeto EducaDor.
Voltado a pacientes das UBSs Mitsutani e Arrastão, serviços da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo administrados pelo Einstein Hospital Israelita, na zona sul da capital paulista, o projeto EducaDor trata e previne a dor crônica por meio da atividade física.
Dor crônica é aquela que persiste ou vai e volta por mais de três meses. A condição deixa de ser um sinal de alarme e se transforma em doença. O problema impacta a vida da pessoa, piora os níveis de depressão e ansiedade, favorece o aparecimento de distúrbios do sono, alterações na autoestima e problemas em relacionamentos.
Hosana observou melhora do quadro em pouco tempo. "A dor nos ombros desapareceu com dois meses de frequência no projeto e a da coluna praticamente não sinto mais. Não precisei nem tomar remédios", conta a manicure.
Segundo o fisioterapeuta Emerson Roberto Brito, 52, um dos coordenadores do trabalho, dores na lombar, nos joelhos e nos ombros (nesta ordem) são as mais comuns entre os participantes do grupo.










