Formação tem concerto dia 30, na Sala Cecília Meireles, no Rio, e depois segue para São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Integrante da Orquestra Chinesa de Shanghai toca o erhu, no concerto 'Cores da China' — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você A renomada Orquestra Chinesa de Shanghai inicia sua primeira turnê brasileira no Rio de Janeiro. O grupo passará por outras cinco capitais do país. O espetáculo inédito mescla instrumentos milenares com arranjos contemporâneos. As apresentações são inspiradas em cores e poemas de dinastias históricas. A turnê integra as celebrações do Ano Cultural Brasil-China em 2026. A iniciativa visa estreitar os laços artísticos entre as duas nações. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Depois da mostra “Sabores da tradição”, no Museu Histórico Nacional (MHN), a próxima atração do Ano Cultural Brasil-China 2026 que chega ao Rio é a apresentação da Orquestra Chinesa de Shanghai, no dia 30, na Sala Cecília Meireles, na Lapa, Centro da cidade. Em sua primeira turnê pelo Brasil, a formação seguirá para São Paulo (1º/8), Brasília (4/8), Belo Horizonte (6/8), Curitiba (9/8) e Porto Alegre (11/8). Fundada em 1952, a orquestra é um dos primeiros grandes conjuntos modernos dedicado ao repertório de música tradicional do país. Em sua estreia no Brasil, traz o espetáculo “Cores da China”, mostrado pela primeira vez em 2024, no 39º Festival Internacional de Música Primavera de Xangai, no qual os músicos unem a tradição de instrumentos como o dizi (flauta de bambu), o erhu (de cordas, tocado com arco), a pipa (de cordas, dedilhado), o sheng e a suona (sopros), o konghou (espécie de harpa) e os tambores chineses, com uma forma contemporânea de apresentação. Os nove temas associam o cromatismo a diferentes períodos históricos, como “Amarelo brilhante”, inspirado nos “Cinco sonetos dedicados a Yin Mingzuo após um feliz reencontro”, de Li Bai, da Dinastia Tang (608–907); “Roxo claro”, inspirado em “Azaleias”, de Liu Chang, da Dinastia Song do Norte (960–1127); e “Azul suave”, inspirado em poemas de Yelü Chucai, da Dinastia Yuan (1271–1368). Produtora da turnê, a Dellarte já trouxe ao Brasil outras formações do país, como a Companhia Nacional da Ópera de Pequim e o Balé Nacional da China. Para Steffen Dauelsberg, CEO da Dellarte, a estreia da orquestra por aqui reforça a aproximação cultural entre os dois países. — Quando surgiu a programação do Ano Cultural Brasil–China 2026, entendemos que era o momento ideal para realizar mais essa turnê — comenta Dauelsberg. — Existe um interesse cada vez maior por esse intercâmbio cultural. O público brasileiro gosta de conhecer produções de diferentes partes do mundo, e a China tem desenvolvido projetos de altíssimo nível artístico. Ao mesmo tempo, acredito que artistas brasileiros também têm muito a mostrar para o público chinês. Formação completa da Orquestra Chinesa de Shanghai — Foto: Divulgação Dauelsberg aponta que a orquestra consegue equilibrar a história de uma música milenar com inovações de concertos do presente: — O mais interessante em “Cores da China” é justamente mostrar que tradição e inovação podem caminhar juntas. O concerto tem como base elementos muito importantes da cultura chinesa, como a poesia, as cores tradicionais e instrumentos que fazem parte dessa história há séculos, mas tudo é apresentado de uma forma que conversa com o público de hoje. É um espetáculo que respeita essa tradição e mostra como ela continua viva.