Fominha por novos projetos, Regina Casé sentiu que uma avalanche viria em sua direção. Ideias grandes e pequenas que a apresentadora planejava desenvolver uma após a outra ao longo do ano passado deslancharam e sairiam quase todas ao mesmo tempo.

Antes de ser soterrada pelo trabalho, pegou o filho, Roque, de 12 anos, e embarcou para Foz do Iguaçu. Nessas férias, cercada pela natureza, tema central em sua carreira desde a série documental "Um Pé de Quê?" até seu novo monólogo, "Viva! Vida!", voltou a pintar árvores e paisagens. Fazia tanto tempo que não pegava num pincel que nem sabia se conseguiria, mas logo reatou a amizade com a aquarela.

As gravuras saíram melhor que o esperado. Tanto que pequenos grupos começaram a se formar ao seu redor para acompanhar as pinceladas –especialmente das crianças que estavam acomodadas na fazenda em que se hospedaram. Elas sabiam que Regina era famosa, mas não exatamente pelo quê. A informação de que era atriz foi recebida com surpresa: "Você deveria ser pintora. Eu tenho certeza de que pinta muito melhor do que atua!", chegou a ouvir.

A artista carioca bem que gostaria de ser pintora. E também de escrever um livro e gravar um álbum de música. E ainda de ser professora, botânica, jardineira, organizadora de festas e passista de escola de samba. "Não cabe numa vida tudo o que eu queria fazer. Nem da atuação eu consigo cuidar como eu gostaria", diz ela, que se tornou uma das apresentadoras mais reconhecidas da televisão brasileira após décadas à frente de programas como Brasil Legal e Esquenta!.