A cerca de dez dias do início das convenções partidárias que vão oficializar os candidatos ao Palácio do Planalto, as campanhas dos presidenciáveis do campo da direita recrutam conselheiros entre os economistas liberais para construir planos de governo de oposição à política econômica adotada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na ausência de um nome único da direita na disputa contra Lula, boa parte desses conselheiros se apresenta como colaboradores informais e sem vínculo direto, transitando entre as campanhas de mais de um presidenciável. Outros preferem, por enquanto, contribuir no anonimato. As conversas aceleraram nos últimos dias.
Os nomes dos conselheiros vão desde "ex-Guedes", como têm sido chamados os integrantes do superministério da Economia de Paulo Guedes –o "Posto Ipiranga" do ex-presidente Jair Bolsonaro–, até economistas que participaram de outros governos, como o ex-diretor do Banco Central no governo Fernando Henrique Cardoso Luiz Fernando Figueiredo. Nome de relevo no mercado financeiro, Figueiredo se juntou ao time do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).
O foco em comum na campanha dos presidenciáveis da direita é a crítica à política fiscal do governo Lula 3 de expansão de despesas, aumento da dívida pública e alta de tributos, além da defesa de maior participação do setor privado na economia. Todos vêm reunindo dados para contestar os números de Lula na economia.












