Imagine a distância entre as regiões centrais de Curitiba e São Paulo coberta por parques de painéis solares e áreas de proteção ambiental que podem chegar a quilômetros de largura. É disso que se trata o faraônico projeto da China de energia fotovoltaica e combate à desertificação.
O país escolheu o deserto de Kubuqi, na Mongólia Interior, para construir sua Grande Muralha Solar, que, quando finalizada, contará com cerca de 400 km de extensão e 5 km de largura. Embora distante da dimensão da verdadeira muralha, que chegou a 21 mil km, o projeto se tornará a maior instalação do mundo de painéis solares em região desértica.
O objetivo, segundo as autoridades chinesas, é ter mais uma alternativa de abastecimento energético de metrópoles próximas. Quando finalizada, a muralha terá a capacidade instalada de 60 gigawatts de energia, mais do dobro do potencial em todo o estado de São Paulo, de 25,5 gigawatts, por exemplo.
A área dedicada contará com parques solares já existentes, novas construções e outras que ainda estão em fase de planejamento. Os painéis ficarão distribuídos em diferentes usinas e não estarão presentes em áreas de contenção do avanço das dunas.
"Através do desenvolvimento integrado do controle da areia e fotovoltaico, alcançamos o ganha-ganha de aumentar o verde e a energia", diz Wang Zhaosheng, diretor do Departamento de Silvicultura e Pastagens da Mongólia Interior.







