Segundo a nova legislação, maiores de 18 anos podem cultivar até três plantas e portar até 25 gramas em público ou 50 gramas em casa. Os clubes de cannabis podem obter permissão para produção em larga escala e vender para até 500 membros, sem lucrar com a atividade.

Dois anos depois, porém, a lei ainda patina para substituir o mercado ilegal, de acordo com uma pesquisa encomendada pelo próprio governo para avaliar os efeitos da reforma e conduzida pela Universidade Eberhard Karls de Tübingen, pelo Hospital Universitário de Düsseldorf e pelo Centro Médico Universitário de Hamburgo-Eppendorf.

Segundo o último relatório parcial divulgado pelos pesquisadores, um dos motivos é a dificuldade que os clubes enfrentam para se estabelecer. Até o fim de outubro de 2025, o país registrou apenas 366 associações. Como cada agremiação pode ter até 500 integrantes, isso significa que, no máximo, 3,5% do público consumidor tem acesso à erva por essa via.

A regulação da lei é feita pelos estados, mas ela geralmente proíbe o estabelecimento dessas agremiações perto de escolas, parques infantis, locais esportivos, áreas militares e áreas verdes.

Os estados divergem na rigidez com que aplicam a medida. Enquanto alguns nem emitem licenças, outros chegam até a acompanhar e ajudar os clubes.