O Brasil ainda convive com um déficit habitacional que ultrapassa 8 milhões de moradias. Em muitos casos, o resultado da falta de habitação digna significa famílias vivendo sem saneamento básico, em casas precárias e sem banheiro adequado. Essa realidade impacta diretamente a saúde, a segurança e a qualidade de vida, principalmente nas periferias. É latente a necessidade de políticas públicas de todos os governos —federal, estadual e municipal— para consolidar o direito à moradia, previsto na Constituição brasileira.

Diante desse cenário, o Diário Oficial da União publicou, nas últimas semanas, o resultado de um chamamento da Secretaria Nacional das Periferias, vinculado ao Ministério das Cidades, para obras de melhorias habitacionais, com foco em banheiros. O edital faz parte do Programa Periferia Viva, que busca erradicar a falta de infraestrutura básica em casas em locais considerados vulneráveis. São mais de 30 mil domicílios beneficiados em 130 municípios de todo o Brasil, com até R$ 40 mil em verba máxima para cada residência contemplada.

Mais do que pequenas reformas em casas, esse tipo de iniciativa melhora condições básicas de moradia e fortalece políticas de habitação de interesse social. O programa mostra que investir em melhorias habitacionais não é caridade nem ação pontual: é política pública estruturada, com impacto direto na vida das famílias atendidas.