Os grupos de animais que ainda predominam nos oceanos de hoje, como moluscos e peixes, acabou se sobressaindo durante a pior extinção em massa da história da Terra, há 250 milhões de anos, porque seu organismo suportou melhor o aquecimento e a diminuição do oxigênio nas águas marinhas, afirma um novo estudo.

Essas mudanças, que estão entre as mais radicais já enfrentadas pelos seres vivos do planeta, transformaram em raridades animais que, antes disso, eram os senhores dos ambientes aquáticos.

Tanto é assim que poucas pessoas seriam capazes de reconhecer os grupos marinhos que dominavam o período Permiano, como os crinoides (parentes distantes das estrelas-do-mar, os quais podem ficar presos ao leito marinho por um "caule") e os braquiópodes (que têm conchas duplas, semelhantes às dos mariscos, mas cujas outras estruturas corporais são bem diferentes). Esses invertebrados ainda existem nos mares, mas são muito menos comuns que os grupos mais bem-sucedidos após a grande extinção do fim do Permiano.

A análise que aponta as possíveis causas para o sucesso ou a derrota de determinados grupos de animais saiu no último dia 6 na revista científica PNAS.

Coordenado por Andres Marquez e Erik Sperling, da Universidade Stanford (EUA), o trabalho combinou dados de muitas fontes diferentes, incluindo experimentos de laboratório e mapeamentos da diversidade marinha atual, além do que se sabe sobre a fauna que teve de enfrentar a catástrofe do fim do Permiano.