A Volkswagen tem problemas ao redor do mundo, o que a levou a anunciar na última quinta-feira (9) que reduziria o número de modelos oferecidos em até metade. Muitos de seus problemas podem ser rastreados até a China.
A potência alemã do setor automotivo, segunda maior montadora do mundo depois da Toyota, liderou o mercado na China, o maior mercado de carros do mundo, por quatro décadas. Durante muitos anos, as joint ventures e fábricas da empresa na China forneceram metade ou mais dos lucros mundiais da companhia, o que ajudou a Volkswagen a custear altos salários e benefícios generosos para sua vasta força de trabalho na Alemanha.Mas as vendas da Volkswagen na China no ano passado caíram um terço em comparação com 2019, com a empresa ficando atrás dos concorrentes chineses na transição para carros elétricos. E o desempenho da empresa continua piorando: as vendas na China de abril a junho caíram mais um terço em relação ao ano passado, um desempenho fraco mesmo pelos padrões de desaceleração da economia chinesa e do mercado automotivo.
A Volkswagen agora enfrenta uma concorrência assustadora de rivais chineses em mercados fora da China também. Carros chineses estão inundando a América Latina e a África, onde a Volkswagen há muito tempo está entre os líderes de mercado. E na União Europeia, território natal da VW, as montadoras chinesas ultrapassaram as japonesas em termos de participação de mercado em maio. A rápida expansão de estreiantes chineses com preços baixos na Europa está pressionando a Volkswagen e outras fabricantes europeias a reduzir preços, diminuindo suas margens de lucro.












