Material reúne informações pessoais e financeiras do adversário do dono do Master, diz 'O Estado de S.Paulo' 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Daniel e Vorcaro e André Esteves — Foto: Reprodução-Redes sociais/Bloomberg RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 10/07/2026 - 20:22 Banco Master encomendou dossiês contra André Esteves, revela PF Documentos revelam que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, encomendou ao publicitário Thiago Miranda dossiês sobre André Esteves, do BTG Pactual, com informações pessoais e financeiras. A Polícia Federal investiga a operação de dossiês, que visava intimidar figuras como o CEO do Itaú e a jornalista Malu Gaspar. Vorcaro via Esteves como um rival responsável por prejudicá-lo, alimentando uma disputa acirrada entre os banqueiros. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O banqueiro Daniel Vorcaro encomendou ao publicitário Thiago Miranda dossiês com informações pessoais e monitoramento de André Esteves, sócio do BTG Pactual. Os dois banqueiros eram concorrentes e desafetos. A informação é do jornal O Estado de S.Paulo. A Polícia Federal deflagrou na quinta-feira uma operação para investigar a atuação do publicitário Thiago Miranda, que agiu ao lado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para intimidar pessoas consideradas “obstáculos” ao banqueiro, entre elas o CEO do Itaú, Milton Maluhy Filho, e a jornalista Malu Gaspar, colunista do GLOBO. Miranda é ex-sócio do portal Leo Dias e dono da agência Mithi, que contratou influenciadores para uma operação de “marketing de guerrilha” nas redes sociais em favor do Master e contra a liquidação movida pelo BC. De acordo com o Estado de S.Paulo, Vorcaro encomendou informações sobre Esteves ao longo do ano passado. Um dos documentos apresenta informações pessoais e financeiras do banqueiro do BTG, incluindo dados sensíveis e registros de acesso restrito aos órgãos de segurança. Também havia material que rastreava os vínculos de André Esteves com empresas. Pessoas que acompanham a investigação apontam que o material foi enviado diretamente para o celular de Vorcaro. Disputa de banqueiros Em março, a colunista Malu Gaspar revelou como o banqueiro enxergava sua disputa com o dono do BTG Pactual, André Esteves, que ele acusava nos bastidores de atuar para prejudicá-lo. O histórico das conversas entre Vorcaro e a então namorada Martha Graeff revela uma longa sequência de críticas e ressentimentos do executivo em relação a Esteves. Em vários momentos, ele se queixa de matérias negativas que julga terem sido plantadas pelo rival, e chega a dizer que, durante os treinos de luta, pensava em Esteves para melhorar seu desempenho. Na última mensagem enviada a Moraes antes de ser preso, ele diz esperar “batidas do Esteves” no negócio que acabara de anunciar e que nunca se concretizaria, com o grupo Fictor. No auge da repercussão da compra da instituição pelo BRB, divulgada no fim de março, o banqueiro confidenciou a Martha no dia 31 que achava “muito ruim” a exposição provocada pela divulgação do negócio e reclamou sobre a quantidade de jornalistas “descendo o cacete”, mas admitiu que “não tinha o que fazer” a não ser “encarar essa”. Ao saber disso, Martha pergunta se Vorcaro achava que "ia dar certo" a negociação com o BRB. Ele responde que sim e ela questiona sobre “o André” – que, naquele dia, tinha estado com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para discutir o caso do BRB. Quando Martha pergunta “E o André”, Vorcaro responde: “Não entro em guerra pra perder com o Senhor dos Exércitos”. A expressão tem um duplo sentido. Por um lado, reflete a narrativa que Vorcaro repetia para políticos e interlocutores do mercado financeiro. O BTG tinha participado meses antes de uma discussão com o próprio BC e outros grandes bancos para comprar o Master por 1 real, que não foi adiante porque o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) não aceitou ficar com os passivos. Era uma discussão conjunta, mas Vorcaro dizia que Esteves o comandava. Naquele momento, além de Esteves, vários CEOs e controladores de bancos procuraram o BC para falar contra o negócio com o BRB, já antecipando que o prejuízo recairia na conta do FGC, financiado principalmente pelos bancões -- Santander, Bradesco, Itaú e BTG. Para esses bancos, o BC devia partir para a liquidação para impedir que o rombo do fundo com o Master aumentasse. Em sua versão, repetida à namorada, Vorcaro dizia que ele e o Master — um banco em trajetória ascendente — eram perseguidos. Nessa narrativa, Esteves ocupava o papel de principal antagonista da disputa. Mas a figura do Senhor dos Exércitos, usada neste episódio de forma jocosa, também remete ao vínculo da família Vorcaro com a Igreja Batista Lagoinha. A expressão é recorrente entre fiéis evangélicos para se referir a Deus, e o banqueiro já a utilizou em outros momentos com a namorada.
Documentos apontam que Vorcaro encomendou dossiê contra André Esteves a publicitário
Material reúne informações pessoais e financeiras do adversário do dono do Master, diz 'O Estado de S.Paulo'









