Relações entre os dois países voltaram a se acirrar depois que chanceler cubano afirmou que embargo americano representa uma 'violação sistemática dos direitos humanos' Raul Guillermo Rodriguez Castro , conhecido como 'El Cangrejo', neto do ex-presidente Raul Castro , participa de uma manifestação pró-governo convocada pelas autoridades cubanas para protestar contra as políticas dos EUA em relação à ilha, incluindo a acusação do ex-presidente, em Havana, Cuba, 22 de maio de 2026 — Foto: REUTERS/Norlys Perez/Foto de Arquivo O primeiro-ministro de Cuba, Manuel Marrero Cruz, afirmou na noite de quinta-feira que não há divisões na liderança do país, dias depois de o jornal USA Today publicar uma entrevista com o neto do ex-líder cubano Raúl Castro na qual ele disse estar disposto a negociar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A inusitada oferta de diálogo feita por Raúl Guillermo Rodríguez Castro provocou especulações sobre possíveis divergências na cúpula do poder em Cuba em relação à forma de lidar com os Estados Unidos. Rodríguez Castro, de 42 anos, conhecido como "El Cangrejo", não ocupa nenhum cargo oficial no governo cubano. Marrero rejeitou essas especulações em comentários publicados nas redes sociais na quinta-feira. "Foram realizadas conversas com representantes do governo dos Estados Unidos com o objetivo de buscar soluções, por meio do diálogo, para as divergências bilaterais", escreveu. "A equipe de trabalho formada para essa responsabilidade estratégica conta com a confiança, o apoio e o mandato do general do Exército e primeiro-secretário do Comitê Central do Partido Comunista, bem como do presidente da República, Miguel Díaz-Canel." Altos funcionários do Ministério das Relações Exteriores de Cuba têm afirmado repetidamente que, embora os canais de comunicação permaneçam abertos, não houve avanços significativos na relação bilateral. As relações entre os dois países voltaram a se acirrar no início desta semana durante uma sessão das Nações Unidas, na qual o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, afirmou que o embargo americano aos combustíveis e as sanções econômicas representam uma "violação sistemática dos direitos humanos de todo um povo em um ato de punição coletiva". A ampla maioria dos países que discursaram no debate pediu que Washington ponha fim ao embargo e reverta as sanções que têm paralisado a economia da ilha. Por sua vez, o embaixador dos Estados Unidos na ONU, Michael Waltz, afirmou que o governo cubano é o responsável pelos apagões no país.
Cuba projeta unidade interna após neto de Raúl Castro oferecer negociação com os EUA
Relações entre os dois países voltaram a se acirrar depois que chanceler cubano afirmou que embargo americano representa uma 'violação sistemática dos direitos humanos'








