Uma investigação em curso no Ministério Público do Rio Grande do Sul apura se o promotor Pietro Chidichimo Júnior cometeu assédio sexual contra servidoras lotadas na Promotoria de Justiça de Mostardas, no litoral norte gaúcho, ao exibir vídeos e fotos com conteúdo pornográfico durante o expediente na unidade.
A investigação tramita em sigilo desde o fim do ano passado, após aval do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do estado. O procedimento foi instaurado a partir de representação criminal do próprio MP-RS. Ao final da apuração, cabe ao MP decidir se denuncia ou não o investigado.
De acordo com os documentos obtidos por CartaCapital, Chidichimo Júnior teria, entre 2021 e 2022, mostrado a duas funcionárias imagens de mulheres nuas em seu gabinete, seguidas de comentários de teor sexual sobre o corpo das próprias servidoras.
Em um dos episódios, o promotor teria perguntado a uma delas se ela “ia passar [uma pomada] na buc*tinh* (sic)”, ao saber que a funcionária estava com um ferimento na perna. Em outra ocasião, teria dito que a trabalhadora “podia ganhar bastante dinheiro” por causa do seu corpo, comentário feito na frente de outros servidores.
Uma segunda funcionária, que na ocasião atuava como assessora jurídica de Chidichimo Júnior em seu gabinete, confirmou às autoridades ter se sentido assediada sexualmente e ter escondido o caso do namorado e do pai por vergonha.














