Sentir falta de ar após um esforço intenso pode acontecer. Mas quando a respiração começa a limitar atividades simples, aparece em repouso, piora com o tempo ou vem acompanhada de outros sintomas, atribuir tudo à idade, ao sedentarismo ou à asma pode atrasar diagnósticos importantes.
A falta de ar, chamada tecnicamente de dispneia, não é uma doença em si. É um sintoma. E, por isso, precisa ser interpretado dentro de um contexto clínico: quando começou, em que situações aparece, se está piorando e quais outros sinais acompanham o quadro.
De acordo com o cirurgião torácico Dr. Alessandro Mariani, professor doutor de cirurgia torácica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e preceptor de cirurgia torácica robótica, o problema não é sentir cansaço em uma situação pontual, mas normalizar uma mudança no padrão respiratório.
“Uma pessoa pode ficar ofegante porque está sem condicionamento físico. Mas quando a falta de ar é nova, progressiva, desproporcional ao esforço ou vem acompanhada de outros sinais, ela precisa ser investigada. O erro é transformar um sintoma importante em uma explicação automática: ‘é idade’, ‘é ansiedade’, ‘é sedentarismo’ ou ‘é só asma’”, explica o médico.









