O TCE-PR (Tribunal de Contas do Paraná), consultado pela coluna, confirmou a inserção de comandos ocultos, conhecido como prompt injection, em pedido de medida cautelar para paralisar os atos do programa Olho Vivo, do governo estadual.

O requerimento foi apresentado em nome do deputado estadual Arilson Chiorato (PT)."Foi constatada em petição direcionada ao Tribunal de Contas do Estado do Paraná, relacionada ao Projeto Olho Vivo, a inserção de comandos ocultos por meio de 'prompt injection', com a finalidade de direcionar sua distribuição. Como os sistemas do TCE-PR possuem mecanismos de segurança e controle capazes de identificar e inibir uso indevido de comandos dessa natureza, a distribuição por sorteio de relator se deu de forma regular", diz nota da assessoria do órgão.

O TCE-PR afirma também que "a responsabilidade pela prática da conduta irregular será objeto de apuração e comunicação aos órgãos competentes."

O pedido de liminar trazia instruções invisíveis, escritas em fonte branca e tamanho reduzido, orientando que o processo fosse classificado como urgência máxima, direcionado a conselheiros específicos e que a liminar para suspender o Olho Vivo fosse concedida. O sorteio eletrônico encaminhou o caso ao conselheiro Fernando Guimarães, que não era o direcionado, e nenhuma liminar foi proferida.