Pessoas ligadas ao programa Olho Vivo, do governo do Paraná, afirmam que o deputado estadual Arilson Chiorato (PT) usou expediente conhecido como prompt injection para tentar ludibriar e induzir o curso de processo que questiona o serviço no TCE-PR (Tribunal de Contas do estado).

O documento contém comando, não visível a olho nu, mas perceptível para plataformas de inteligência artificial, escrito em fonte branca e tamanho reduzido, que pedia classificação de urgência máxima, direcionamento a dois conselheiros específicos e concessão da cautelar pela suspensão do programa.

Chiorato e o advogado que escreveu o pedido de medida cautelar negam qualquer direcionamento.

Prompt injection é a inserção de instruções ocultas em um documento com o objetivo de manipular sistemas de inteligência artificial que o processem, fazendo com que ignorem regras do sistema em benefício de uma das partes. A prática pode interferir no curso processual ao induzir softwares de triagem a classificar, resumir ou distribuir uma peça de forma diferente da prevista em norma.

Tribunais usam sistemas de IA para agilizar a movimentação de processos, direcioná-los para magistrados e ajudá-los com decisões anteriores sobre o mesmo tema. O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) já teve problema parecido identificado. O expediente também preocupa o STJ (Superior Tribunal de Justiça).