A ata mais sucinta de uma reunião de política monetária do Federal Reserve dos últimos anos ainda deixou claro o quanto as autoridades do banco central dos Estados Unidos continuam preocupadas com a inflação e como provavelmente reagirão com aumentos nas taxas de juros caso ela permaneça muito alta por muito mais tempo.
A ata da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) realizada entre 16 e 17 de junho mostrou divisão equilibrada entre um grupo de autoridades em grande parte satisfeito em manter os juros nos níveis atuais e outro que considera o aumento dos custos de empréstimos como o caminho adequado.
O ponto central da ata, divulgada na quarta-feira (8), girou em torno de uma discussão sobre cenários e possíveis respostas de política monetária, sendo que a mais clara delas pareceu ser que, em um cenário adverso de inflação persistente e em expansão, a maioria dos dirigentes do Fed estaria pronta para responder com taxas mais altas, enquanto que, em um cenário favorável de queda da inflação, a maioria deles ficaria satisfeita em manter as taxas estáveis ou, eventualmente, reduzi-las.
"Eu realmente acho que (a ata) mostrou a riqueza desses cenários", disse o presidente do Fed de Nova York, John Williams, na quinta-feira (9), durante uma conferência em seu banco regional do Fed.








