Depois de alimentar suspeitas de maior tolerância com a inflação, o presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, corrigiu a mensagem em seu discurso inaugural no simpósio anual de Jackson Hole.
Em manifestações anteriores, o indicado de Donald Trump para o banco central dos EUA deixara espaço para interpretações de que poderia flexibilizar o critério de estabilidade de preços. Desta vez, Warsh disse que a meta de 2% anuais é "firme e fixa" e que haverá trabalho a fazer —leia-se alta dos juros— caso não haja convergência rápida da inflação corrente, ainda acima de 3%.
O tom mais duro, em que descreveu a economia como resiliente e apontou o risco inflacionário como foco, foi recebido com certo alívio. A instituição não parece disposta a experimentar atalhos que possam corroer ainda mais o poder de compra da moeda que é reserva mundial.
A probabilidade estimada de um aumento de juros em setembro subiu de 35% para 50% após as palavras de Warsh. Ainda não está claro se será necessário um aperto da política monetária, mas tampouco há conforto diante do quadro de atividade firme e inflação ainda acima da meta.
Investimentos crescem no ritmo mais forte desde 2021, em boa medida puxados pela infraestrutura de inteligência artificial, e o crédito flui com folga.









