Marido e mulher aproveitam a ausência da filha adolescente para convidar o casal de vizinhos para jantar. As taças de vinho potencializam a tensão sexual entre os quatro, que chega no seu auge quando os anfitriões descobrem que os outros dois organizam orgias. Apesar de se apoiar na comédia do absurdo, porém, "O Convite", novo filme de Olivia Wilde, é menos sobre sexo e mais sobre o definhamento das relações.

Wilde, que em 2022 dirigiu "Não Se Preocupe, Querida", drama de época protagonizado pelo cantor pop Harry Styles —que não empolgou os cinemas como faz nos palcos— também atua em "O Convite", uma versão em inglês do longa espanhol "As Pessoas do Andar de Cima", de 2020.

Ela interpreta Angela, dona de casa certinha e obcecada por decoração, que é casada com Joe, um professor de música frustrado vivido por Seth Rogen. É o primeiro papel de destaque do ator após "O Estúdio", série que ele também criou e que venceu 13 troféus do Emmy no ano passado.

Angela e Joe se alfinetam constantemente, dando sinais claros de que o casamento não vai bem. Ela acha ele relaxado demais, e ele a considera controladora. O clima tenso piora quando Piña, sexóloga vivida por Penélope Cruz, e Hawk, seu namorado interpretado por Edward Norton, são convidados para jantar.