O Amapá, "solo fértil de imensos tesouros", como diz seu hino, está no centro da corrida do ouro. Na rota de garimpeiros expulsos da terra indígena yanomami, o estado nos últimos anos registrou a expansão da exploração ilegal do metal precioso.
Os criminosos passaram a migrar para o Amapá após serem expulsos pelo aumento da fiscalização em outras unidades da federação. Esse movimento acontece em meio a um crescimento da presença do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do CV (Comando Vermelho) na região amazônica.
Só neste ano, o Ibama (instituto do meio ambiente) realizou seis operações contra o garimpo ilegal, sendo duas em maio, em áreas protegidas entre o Amapá e o norte do Pará, onde ficam o Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque e o Vale do Jari. Em um dos pontos de suporte do crime, foram apreendidos 441 explosivos.
Quinze pessoas foram detidas, mas liberadas por falta de condições logísticas para a condução até uma delegacia. As aeronaves utilizadas nas operações têm lotação limitada, o que inviabiliza o transporte de número elevado de passageiros.
Em maio, o órgão coordenou a operação Calha Norte, que destruiu sete escavadeiras hidráulicas, dois tratores, três quadriciclos, dezenas de motores e acampamentos clandestinos, além de ter descartado 3.300 litros de diesel.






