Quando a elite da indústria de chips desembarcou em Taipei no mês passado para a Computex, feira anual do setor, dois temas dominaram as discussões. O primeiro foi a inteligência artificial, que transformou os semicondutores em uma das indústrias mais lucrativas do mundo. O segundo foi a China. Os fabricantes chineses estavam ausentes, mas sua sombra era longa.
O fascínio pela China é fácil de explicar. Uma semana antes da Computex, a Huawei, campeã chinesa em hardware tecnológico, revelou uma técnica que empilha camadas de circuitos em um chip para obter melhor desempenho sem depender das mais recentes ferramentas de fabricação ocidentais.Os investidores também estão sinalizando confiança no país. Os preços das ações de empresas de semicondutores na bolsa de Hong Kong subiram 140% no último ano, superando um índice americano comparável. Alibaba e Baidu, dois gigantes chineses da internet, pretendem desmembrar seus negócios de design de chips. A CXMT, fabricante de chips de memória, está preparando uma oferta pública de ações.
O potencial da China para autossuficiência na fabricação de chips é uma das maiores questões da indústria. A resposta importa porque o "compute" —os processadores e memórias que treinam e executam modelos de IA— tornou-se a moeda do poder tecnológico.










