0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Bandeiras do Brasil e dos Estados Unidos — Foto: Dado Galdieri / Bloomberg RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 09/07/2026 - 20:17 Indústria e Câmaras dos EUA propõem agenda para evitar tarifas adicionais no Brasil A Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Amcham e a U.S. Chamber propuseram uma agenda ao governo brasileiro para evitar novas tarifas dos EUA. As entidades sugerem medidas imediatas e de longo prazo, como ampliar o acesso a mercados, acelerar a análise de patentes e fortalecer a cooperação regulatória. A proposta visa evitar tarifas adicionais e fortalecer a relação comercial Brasil-EUA. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Depois de uma semana tensa, marcada pelas audiências no USTR, a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Câmara Americana de Comércio (Amcham) e a U.S. Chamber of Commerce (entidade empresarial dos Estados Unidos) divulgaram uma carta dirigida ao ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa; ao ministro das Relações Exteriores, embaixador Mauro Vieira; ao representante comercial dos Estados Unidos, embaixador Jamieson Greer; e ao secretário de Estado americano, Marco Rubio. No entanto, o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou nesta quinta-feira que a decisão final sobre a adoção de tarifas contra as importações brasileiras será tomada "muito em breve". Entre as medidas, as entidades defendem ampliar o acesso a mercados, aprofundar a cooperação regulatória, estender a moratória da OMC sobre tarifas em transmissões eletrônicas, acelerar o exame de patentes no Brasil, reforçar o combate à pirataria e avançar em parcerias sobre minerais críticos, cadeias de suprimentos e segurança energética. No texto, as instituições defendem a relação comercial estratégica entre os dois países e propõem uma agenda de negociação estruturada em duas etapas, com foco em evitar a aplicação de tarifas adicionais sobre a exportação de produtos brasileiros e fortalecer a já sólida relação comercial. As organizações dividem as negociações em duas fases: uma com ações de curto prazo e outra com medidas de longo prazo. Como prioridade imediata, pedem uma solução para a investigação sobre a Seção 301 que evite a aplicação de tarifas adicionais sobre determinados produtos brasileiros. Entre as sugestões, estão “ampliar o acesso a mercados para determinados produtos, incluindo insumos industriais, bens de capital e produtos voltados à segurança energética, ao desenvolvimento de data centers e à infraestrutura de inteligência artificial”; “aprofundar a cooperação regulatória para facilitar o acesso a mercados nos setores automotivo, farmacêutico, de saúde animal e de dispositivos médicos”; “apoiar uma extensão de longo prazo da moratória da OMC sobre a não incidência de direitos aduaneiros sobre transmissões eletrônicas”. Também sugerem “acelerar o exame de patentes e reduzir o estoque (backlog) de pedidos de patente no Brasil, especialmente nos setores de saúde e biofarmacêutico, bem como fortalecer o combate à pirataria e à contrafação”; “avançar na cooperação sobre minerais críticos, com mapeamento geológico conjunto, pesquisa e desenvolvimento, investimentos para processamento e agregação de valor, bem como desenvolvimento de cadeias bilaterais de fornecimento seguras e resilientes”; e implementar integralmente o Protocolo Anticorrupção do ATEC, o Acordo sobre Comércio e Cooperação Econômica firmado entre Brasil e Estados Unidos. A longo prazo, as representantes do setor sugerem ampliar o diálogo para temas estruturais, como cooperação em minerais críticos, resiliência das cadeias de suprimentos, facilitação do comércio e segurança alimentar e energética.