Tyler Robinson, que estudava para se tornar eletricista na época do assassinato, responde a sete acusações criminais, entre elas homicídio qualificado; promotores pedem pena de morte Charlie Kirk, fundador e presidente do Turning Point USA, discursa na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC) em National Harbor, Oxon Hill, Maryland, EUA, em 28 de fevereiro de 2019 — Foto: REUTERS/Kevin Lamarque/Foto de Arquivo O ex-companheiro de casa de Tyler Robinson, acusado de assassinar o ativista conservador Charlie Kirk, disse aos promotores que Robinson demonstrou arrependimento um dia após o crime e planejava se entregar à polícia, segundo uma entrevista em vídeo exibida em tribunal nesta quinta-feira. A gravação da entrevista com Lance Twiggs, que também é ex-parceiro romântico de Robinson, foi apresentada enquanto os promotores tentavam convencer um juiz de Utah de que há provas suficientes contra Robinson para levá-lo a julgamento. A audiência, que dura uma semana, foi marcada por longos debates sobre quais provas devem ser admitidas. Robinson, que estudava para se tornar eletricista na época do ataque, responde a sete acusações criminais, entre elas homicídio qualificado. Os promotores pedem a pena de morte. Ele ainda não apresentou sua defesa formal. Kirk, de 31 anos e importante aliado do presidente americano Donald Trump, foi morto diante de milhares de pessoas enquanto debatia com estudantes na Universidade do Vale de Utah. O caso é um dos episódios de maior repercussão em uma série de ataques contra políticos e figuras públicas que intensificaram a preocupação com a violência política nos Estados Unidos. Na entrevista de 20 de abril, parcialmente censurada por ordem do juiz distrital Tony Graf, o promotor do condado de Utah Ryan McBride perguntou a Twiggs sobre mensagens de texto trocadas com Robinson nas horas seguintes ao assassinato de Kirk, em 10 de setembro de 2025. Nessas mensagens, já divulgadas anteriormente, Robinson teria admitido a Twiggs que matou Kirk. Twiggs afirmou que Robinson voltou à casa onde moravam, um sobrado de três quartos em St. George, cerca de três horas e meia ao sul da Universidade do Vale de Utah, na manhã de 11 de setembro. "Eu apenas perguntei pessoalmente se o que ele tinha dito na noite anterior era verdade, e ele respondeu que sim. Começou a chorar um pouco e disse que gostaria de não ter feito aquilo", afirmou Twiggs na entrevista. Twiggs aceitou conceder a entrevista aos promotores e à polícia em vez de depor na audiência preliminar e recebeu imunidade em troca de sua colaboração. O juiz Graf proibiu que partes da entrevista fossem exibidas no tribunal depois que o advogado de Robinson argumentou que a promotoria apresentaria os trechos como "confissões", comprometendo o direito do réu a um julgamento justo. Um advogado de Erika Kirk, viúva de Kirk, que acompanhou toda a audiência preliminar, pediu que a entrevista fosse exibida na íntegra e que todas as demais provas apresentadas na audiência fossem mostradas ao tribunal. "A família Kirk esperou dez meses por esta audiência... Eles têm o direito de conhecer as provas", disse o advogado Jeffrey Neiman. Tyler Robinson, o homem acusado de matar Charlie Kirk na Universidade Utah Valley, comparece a uma audiência no Tribunal do Quarto Distrito em Provo, Utah, EUA, em 11 de dezembro de 2025 — Foto: Rick Egan/Pool via Reuters/Foto de Arquivo Defesa x acusação Ao longo desta semana, os advogados de Robinson sugeriram que a polícia falhou em investigar possíveis indícios de que outra pessoa poderia ter cometido o assassinato. Nesta quinta-feira, os promotores apresentaram versões censuradas de mensagens de texto trocadas entre Robinson e Twiggs em 10 de setembro, de uma conversa em grupo na plataforma Discord e de uma fotografia de um bilhete manuscrito. Em alguns momentos, o áudio da transmissão ao vivo da audiência foi desligado enquanto a promotoria apresentava provas que, segundo decisão de Graf, poderiam influenciar potenciais jurados caso fossem ouvidas. Mensagens de texto apresentadas pelos promotores mostram que Twiggs perguntou a Robinson por que havia matado Kirk, ao que ele respondeu: "Já tinha tido o suficiente do ódio dele. Há certos ódios que não podem ser resolvidos por negociação." Na entrevista de 20 de abril, Twiggs disse que conheceu Robinson em 2023, quando se mudou para a casa compartilhada, e que os dois começaram um relacionamento cerca de três meses depois. O promotor adjunto do Condado de Utah, Ryan McBride, durante uma audiência preliminar no Tribunal do 4º Distrito para Tyler Robinson, o homem de Utah acusado de atirar fatalmente em Charlie Kirk , em Provo, Utah, EUA, em 7 de julho de 2026. — Foto: Trent Nelson/Pool via REUTERS Os promotores sustentam que as mensagens indicam que Robinson escolheu Kirk como alvo por causa de suas posições políticas conservadoras, incluindo declarações contrárias à comunidade LGBTQ+. A defesa contesta essa interpretação e busca limitar o uso de provas que apontem para motivação política, argumento que poderá ser utilizado para justificar a pena de morte. Twiggs disse que raramente discutia política com Robinson e que a primeira vez que conversaram sobre Kirk foi depois do assassinato.
Suspeito de matar Charlie Kirk disse estar arrependido após ataque, afirma ex-companheiro
Tyler Robinson, que estudava para se tornar eletricista na época do assassinato, responde a sete acusações criminais, entre elas homicídio qualificado; promotores pedem pena de morte












