Você já ouviu falar em inflammaging? O termo, ainda pouco conhecido fora dos círculos científicos, combina as palavras inflamação e envelhecimento. Ele descreve um fenômeno cada vez mais estudado: à medida que envelhecemos, nosso sistema imunológico tende a perder eficiência na defesa do organismo e, ao mesmo tempo, pode passar a produzir respostas inflamatórias persistentes, afetando órgãos e tecidos.
Mas envelhecer não é apenas um processo biológico. Fatores sociais também pesam, e muito. Dados do Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS), em parceria com o Cedeplar/UFMG, mostram diferenças superiores a 14 anos na expectativa de vida entre grupos da população brasileira.
Em algumas regiões do Nordeste, a expectativa de vida gira em torno de 66,7 anos; no Sul, pode chegar a 80,9 anos. Desigualdade social, violência, acesso precário a serviços de saúde e a alimentos de qualidade, saneamento básico, educação e lazer ajudam a explicar esse abismo.
Nesse contexto, envelhecer é inflamar-se – física e, muitas vezes, emocionalmente. A ciência tem mostrado que tudo está conectado. Pesquisadores da Universidade de Cork, na Irlanda, publicaram recentemente uma revisão sobre os impactos da dieta nas emoções.









