Eleições 2026

Pré-candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro corre contra o tempo para reverter os estragos causados pela madrasta, ­Michelle Bolsonaro, em sua campanha. Além de expor divergências políticas, a ex-primeira-dama acusou o enteado de tratá-la de forma ríspida e desrespeitosa, o que pode ter minado os esforços do senador para reduzir a desvantagem em relação a Lula junto ao eleitorado feminino. Na quarta-feira 8, a pesquisa Ideia/Meio deu algumas pistas sobre o impacto da crise na disputa. De acordo com a sondagem, 58,7% dos brasileiros acompanharam ou ficaram sabendo da desavença familiar. Destes, dois terços acreditam no relato de Michelle ou avaliam que suas declarações são mais verdadeiras do que falsas.

Por ora, a confusão não chegou a influenciar a decisão de voto. O cenário permanece praticamente inalterado em relação à sondagem anterior, divulgada no fim de maio, o que não deixa de ser uma má notícia para quem está atrás no placar. Nas projeções de segundo turno, Lula figura com 45% das intenções de voto, enquanto Flávio marca 40%. “A principal diferença entre eles vem exatamente do gap de gênero. O voto feminino, se as eleições fossem hoje, seria fundamental para a reeleição do presidente”, observa Cila Schulman, CEO do Instituto Ideia.