Pelo menos 65 alunas do Colégio Cruzeiro, em Jacarepaguá, zona sudoeste do Rio de Janeiro, entre 14 e 15 anos, foram incluídas em uma lista online que as classificava em categorias de conotação sexual.
A Dcav (Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima), que investiga o caso, já reuniu ao menos sete registros de ocorrência —um deles feito pela própria escola.
De acordo com a delegada Maria Luiza Machado, "os autores estão sendo identificados". Ainda segundo a investigadora, "eles poderão ser indiciados por Injúria, difamação e submissão de adolescente a constrangimento e também cyberbullying", disse.
A investigação teve início há cerca de dois dias e, desde então, concentra os boletins de ocorrência na delegacia para apurar o caso de forma integrada. Ainda não se sabe quantas pessoas participaram da criação da lista.
O ranking foi montado em uma plataforma de "tier list", formato em que itens são distribuídos em faixas de classificação. No caso, as faixas traziam rótulos sexuais e depreciativos aplicados às estudantes. O conteúdo já foi retirado do ar. No entanto, pelo nome das adolescentes, é possível encontrar a lista por buscas na internet.








