Estudantes do Cruzeiro, em Jacarepaguá, são investigados por atos análogos aos crimes de injúria, difamação e submissão de adolescentes a vexame; direção registrou ocorrência e denunciou conteúdo à plataforma 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Colégio Cruzeiro, no centro do Rio de Janeiro — Foto: O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 08/07/2026 - 18:09 Estudantes são investigados por lista de classificação sexual em colégio do RJ A Polícia Civil investiga estudantes do Colégio Cruzeiro, em Jacarepaguá, por criarem uma lista online com classificação sexual de alunas. Os envolvidos poderão responder por injúria e difamação. O colégio registrou a ocorrência e comunicou as famílias. A instituição enfatiza seu compromisso com a segurança dos alunos e a promoção de ética e responsabilidade digital. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Polícia Civil investiga a criação e divulgação de uma lista elaborada por estudantes do Colégio Cruzeiro, na unidade de Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio, que classificava alunas e colegas da escola com base em categorias de conotação sexual em uma plataforma online. O caso levou ao registrou de denúncias em delegacias da região e resultou na abertura de um inquérito pela Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Decav). De acordo com a investigação, os envolvidos, todos menores de idade, poderão responder por atos infracionais análogos aos crimes de injúria, difamação e submissão de adolescentes a vexame e constrangimento. No entanto, outras infrações poderão ser incluídos ao longo da apuração dos fatos. Entre as categorias em imagens da “lista” às quais o portal G1 teve acesso estavam expressões como "Goat" — sigla em inglês para Greatest of All Time (melhor de todos os tempos), "comeria no lucro", "Bêbado vai", "Me arrependi depois" e "Nem olharia". Imagens da lista circularam entre alunos antes de serem retiradas da plataforma. Sobre a investigação As primeiras denúncias foram registradas em delegacias da região e encaminhadas à Decav, especializada em casos envolvendo crianças e adolescentes vítimas de violência. A unidade já ouviu testemunhas e pessoas ligadas ao episódio. O diretor da unidade de Jacarepaguá já foi chamado para prestar depoimento na delegacia. Procurado pela reportagem do GLOBO, o Colégio Cruzeiro informou que, assim que tomou conhecimento do caso, registrou um boletim de ocorrência, solicitou a retirada do conteúdo da plataforma onde a lista foi criada — pedido que já foi atendido — e comunicou as famílias dos estudantes. O que diz o Colégio Cruzeiro Em nota, a instituição afirmou o seguinte sobre o caso: "O bem-estar e a segurança de nossos alunos são prioridades absolutas no Colégio Cruzeiro e repudiamos qualquer atitude de exposição que os afetem. Assim que tomamos conhecimento dos fatos, acionamos as autoridades por meio de boletim de ocorrência, exigimos a remoção do conteúdo junto à plataforma — o que já foi feito —, alertamos as famílias e iniciamos o apoio integral às alunas e suas famílias. Entendemos que o papel da escola vai além do ensino acadêmico, incluindo a formação integral do ser humano. A conduta ética e a responsabilidade digital são temas recorrentes da sociedade contemporânea. Por isso, oferecemos constantemente a nossos três mil alunos, campanhas de conscientização com palestras de juízes, psicólogos, especialistas em tecnologia, delegados, entre outros. Nossa postura reflete a tradição e os valores de uma instituição que, ao longo de seus 164 anos, formou gerações pautadas pelo respeito e pelo desenvolvimento humano integral. Com base nos princípios e valores educacionais, a escola permanece atenta às medidas pedagógicas que lhe cabem para o zelo e preservação do ambiente formativo. Quanto à autoria e punição, no âmbito penal, salientamos que as autoridades competentes estão cumprindo o seu papel investigativo."
Polícia Civil investiga lista com classificação sexual de alunas em colégio tradicional do Rio
Estudantes do Cruzeiro, em Jacarepaguá, são investigados por atos análogos aos crimes de injúria, difamação e submissão de adolescentes a vexame; direção registrou ocorrência e denunciou conteúdo à plataforma






