O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro denunciou 11 pessoas sob suspeita de desvio de R$ 86,3 milhões do IRM (Instituto Rio Metrópole), autarquia estadual responsável pelos projetos da região metropolitana fluminense.
Foram presos nesta quinta-feira (9), em operação do MP-RJ que investiga os supostos desvios, o presidente do órgão, Davi Perini Vermelho, o Didê; o delegado da Polícia Civil Franquis Dias Nepomuceno, diretor da autarquia; e o procurador do Estado Marcelo Lopes da Silva, que chefiava a Procuradoria-Geral do IRM.
A Folha procurou o IRM e a Procuradora-Geral do Estado por email na manhá desta quinta, mas não houve manifestação até a publicação deste texto. A reportagem busca a defesa dos presos.
Procurada, a Polícia Civil afirmou que a Corregedoria instaurou Processo Administrativo Disciplinar para apurar os fatos que implicaram na prisão do delegado. A corporação afirmou que "não compactua com qualquer desvio de conduta de seus integrantes" e que "mantém rígidos mecanismos de controle interno e colabora permanentemente com os órgãos de fiscalização e persecução, adotando todas as medidas cabíveis para apurar eventuais irregularidades".
A denúncia, apresentada pelo Gaesf (Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal), atribui aos acusados os crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitações e contratações e lavagem de dinheiro.










