Crianças e adolescentes internados por pneumonia estão espalhados por praticamente toda a cidade de São Paulo. Já as mortes pela doença se concentram nas regiões mais pobres e vulneráveis da capital.
Esse contraste, identificado em estudo publicado na Revista Paulista de Pediatria, sugere que fatores ligados às desigualdades sociais, às condições de moradia e ao ambiente urbano influenciam mais o risco de morrer do que o de adoecer.
A pesquisa analisou todos os 96 distritos administrativos do município entre 2010 e 2020. No período, foram registrados 1.486 óbitos e 156.112 internações por pneumonia entre crianças e adolescentes de até 19 anos. Em média, ocorreram 4,2 mortes e 446 internações por 100 mil habitantes ao ano.
Embora mortes e internações tenham diminuído ao longo da década, os pesquisadores verificaram que a queda não ocorreu de forma homogênea.
Enquanto as hospitalizações se distribuíram por diferentes regiões da cidade —inclusive em bairros de maior renda, como Morumbi e Jardim Paulista—, as mortes ficaram concentradas sobretudo na zona leste e no extremo norte.







