Chanceler Yván Gil pediu que fossem liberados recursos 'bloqueados' no exterior 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 ulher procura entre os escombros de um prédio que desabou enquanto tenta recuperar seus pertences após um terremoto em Catia La Mar, no estado de La Guaira, a cerca de 30 km a noroeste de Caracas — Foto: AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 08/07/2026 - 23:45 Presidente interina da Venezuela pede liberação de ouro ao Reino Unido para ajuda humanitária A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, pediu ao rei Charles III a liberação de 1,9 bilhão de dólares em ouro venezuelano retido no Banco da Inglaterra para ajudar vítimas de terremoto. Após a captura de Nicolás Maduro pelos EUA, Rodríguez assumiu a presidência e busca desbloquear recursos externos, incluindo 5,1 bilhões de dólares no FMI, para enfrentar a crise humanitária. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, pediu ao rei Charles III do Reino Unido que seja "liberado" o ouro das reservas internacionais do país, que se encontra "retido" no Banco da Inglaterra, a fim de ajudar as vítimas do duplo terremoto ocorrido há duas semanas. Estão depositados lingotes de ouro da Venezuela avaliados em 1,9 bilhão de dólares (cerca de R$ 9,78 bilhões), cujo controle a Justiça britânica se recusou a ceder ao então governo de Nicolás Maduro. "Decidi enviar uma carta ao rei da Inglaterra para que liberem o ouro que está retido no Banco da Inglaterra. Esse ouro é do nosso povo. É para lidar com as consequências do sismo" de 24 de junho, declarou Rodríguez nesta quarta-feira. Rodríguez assumiu a presidência interina da Venezuela depois que Maduro foi capturado em 3 de janeiro, em uma operação militar dos Estados Unidos em Caracas, e levado para os EUA, acusado de narcotráfico. Imagens de satélite mostram antes e depois de área mais devastada por terremotos na Venezuela 1 de 6 Antes e depois dos terremotos de 24 de junho de 2026 no estado venezuelano de La Guaira — Foto: Imagens de satélite ©2026 VANTOR / AFP 2 de 6 Antes e depois dos terremotos de 24 de junho de 2026 no estado venezuelano de La Guaira — Foto: Imagens de satélite ©2026 VANTOR / AFP X de 6 Publicidade 6 fotos 3 de 6 Antes e depois dos terremotos de 24 de junho de 2026 no estado venezuelano de La Guaira — Foto: Imagens de satélite ©2026 VANTOR / AFP 4 de 6 Antes e depois dos terremotos de 24 de junho de 2026 no estado venezuelano de La Guaira — Foto: Imagens de satélite ©2026 VANTOR / AFP X de 6 Publicidade 5 de 6 Antes e depois dos terremotos de 24 de junho de 2026 no estado venezuelano de La Guaira — Foto: Imagens de satélite ©2026 VANTOR / AFP 6 de 6 Antes e depois dos terremotos de 24 de junho de 2026 no estado venezuelano de La Guaira — Foto: Imagens de satélite ©2026 VANTOR / AFP X de 6 Publicidade Governo interino declarou a região do estado de La Guaira como 'zona de desastre' O chanceler Yván Gil havia pedido mais cedo que fossem liberados os recursos da Venezuela "bloqueados" no exterior. Delcy mencionou também que conversou com a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, para insistir na obtenção de recursos desse organismo. "Agradeço pela atenção, pela compreensão", disse. A Venezuela possui no FMI 3,57 bilhões em direitos especiais de saque (DES), que equivalem a aproximadamente 5,1 bilhões de dólares (cerca de R$ 26,24 bilhões), valor que foi bloqueado devido ao não reconhecimento de Maduro como presidente. Delcy Rodríguez, que governa sob pressão dos Estados Unidos, era a vice-presidente de Maduro.