A mulher de 62 anos que foi encontrada em uma situação apontada como trabalho análogo à escravidão em um imóvel de luxo na região metropolitana de Fortaleza (CE) continuará morando temporariamente com os antigos empregadores até que tenha a sua casa própria.
A trabalhadora, que atuou por 55 anos como empregada doméstica para três gerações da mesma família e não recebia salário, foi resgatada em uma operação concluída na semana passada pela Auditoria-Fiscal do Trabalho, órgão vinculado ao Ministério do Trabalho e Emprego, com apoio do Ministério Público do Trabalho e Polícia Federal.
A decisão de continuar temporariamente na residência foi tomada após o entendimento de que ela vivia uma relação de extrema dependência com a família empregadora. Segundo a auditoria, retirá-la do imóvel sem uma rede de apoio estruturada poderia ampliar a situação de vulnerabilidade.
A equipe psicossocial fez avaliação técnica e vem acompanhando a trabalhadora. "Em casos como este, a prioridade é preservar a integridade física, emocional e a autonomia da vítima", informou em nota a Auditoria-Fiscal do Trabalho.
O órgão explica que a permanência temporária na casa dos ex-empregadores não descaracteriza a situação constatada durante a fiscalização.












