Uma mulher de 69 anos foi resgatada de situação classificada pelo MPT-RJ (Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro) como análoga à escravidão em uma casa no município de Nova Iguaçu (região metropolitana do Rio de Janeiro). Ela trabalhou sem ser remunerada por 52 anos, afirmam os procuradores.
A justificativa dos empregadores foi de que a mulher era parte da família e não trabalhava, apenas ajudava. Eles assinaram um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) que prevê pagamento de aproximadamente R$ 645 mil à mulher.
O valor se refere a R$ 500 mil de indenização que os empregadores se comprometeram a repassar, sendo R$ 60 mil pagos imediatamente e o restante em 60 parcelas de R$ 5.239,65 por mês. O cálculo também inclui o recolhimento dos depósitos de FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) de 2015 a 2026.
Além da indenização, foi determinado pagamento de pensão vitalícia equivalente a 75% do salário mínimo.
A trabalhadora doméstica, que não teve o nome revelado, foi resgatada no dia 14 de julho por força-tarefa formada pela Promotoria, o Ministério do Trabalho e a Polícia Federal. Ela nunca havia estudado nem recebido remuneração —apenas comida e moradia, afirma o Ministério Público do Trabalho.






