O novo avião presidencial dos Estados Unidos, um Boeing 747-8I executivo dado de presente pelo Qatar e reformado às pressas para atender ao gosto de Donald Trump, não se saiu muito bem em sua primeira missão ao exterior.
Ele levou o presidente a Ancara, capital turca, onde ele participou da reunião de cúpula da aliança militar Otan na terça-feira (7) e quarta (8). Na hora de voltar a Washington, contudo, a nova aeronave foi deixada para trás e o serviço foi feito pelo menos até o Reino Unido pelo antigo Air Force One, um Boeing 747-200B com quase quatro décadas de uso.
A troca em cima da hora levou a uma suspeita óbvia: enquanto estava em Ancara, Trump ordenou ataques renovados ao Irã, país que faz fronteira com a Turquia. E o custoso avião qatari não tem os sistemas de defesa que o modelo anterior ostenta.
São contramedidas eletrônicas, sistemas antimíssil e iscas para enganar eventuais projéteis lançados contra o avião. O novo Air Force One só tem, pelos relatos disponíveis, sistemas de comunicação criptografados como o antecessor.
Em entrevista coletiva, Trump foi questionado se o motivo da troca havia sido o temor pela segurança. Ele disfarçou, dizendo que é o primeiro na lista de nomes a serem assassinados pelo regime do Irã, país que atacou ao lado de Israel no fim de fevereiro.













