Estudo “Além da Balança” entrevistou 751 usuários de inibidores de apetite em todo o país e identificou mudanças no consumo de alimentos e na busca por proteínas. Pesquisa da PainelTAP mostrou que 75% dos usuários de canetas emagrecedoras percebem benefícios na composição corporal. — Foto: Arquivo Pessoal Uma pesquisa realizada pelo PainelTAP mostra que a maioria dos usuários de canetas emagrecedoras percebe mudanças positivas após iniciar o tratamento. De acordo com o levantamento "Além da Balança: Raio-X da Experiência dos Brasileiros com Inibidores de Apetite", 75% dos participantes afirmaram ter percebido benefícios claros na composição corporal. O estudo ouviu 751 usuários de medicamentos para emagrecimento em todo o Brasil. A pesquisa passou por motivos para iniciar o uso, resultados percebidos, efeitos colaterais, satisfação e recomendação dos medicamentos. Substâncias como semaglutida e tirzepatida mudaram a forma como parte dos brasileiros trata a perda de peso. O uso dessas medicações carrega expectativas que vão além do número na balança: estética, autoestima e composição corporal entram na conta. Mounjaro, Ozempic, Wegovy e Retatrutida estão entre os medicamentos mais citados pelos entrevistados. Um motivo apareceu com força entre os que levaram os participantes a começar o tratamento: a tentativa de eliminar gordura localizada que dieta e exercício não resolveram sozinhos, citada por 64% deles. Para 60% dos entrevistados, a recomendação médica foi o principal caminho de acesso ao medicamento, o que reforça o peso do acompanhamento profissional na decisão de começar e continuar o tratamento. Já 21% dos respondentes recorreram à automedicação, motivados por resultados vistos nas redes sociais. Em relação ao peso perdido, 37,5% dos usuários relataram uma redução entre 2kg e 5kg desde o início do tratamento. Outros 35,6% perderam entre 5,1kg e 10kg. Quando o assunto é composição corporal, 75% classificaram a experiência como positiva, 15% não notaram alterações significativas e 10% tiveram uma percepção negativa, principalmente ligada à perda indesejada de massa muscular. Os efeitos adversos também apareceram nos relatos. Dor de cabeça, enxaqueca, azia, refluxo, má digestão, constipação e gases foram os sintomas mais citados, com frequência variando conforme o medicamento. O uso de canetas emagrecedoras não muda só o corpo. Aparece também no carrinho de compras: os dados apontam mudanças no comportamento de consumo, sobretudo na qualidade e no perfil dos alimentos comprados no supermercado. A queda no consumo de ultraprocessados foi a mudança mais citada. 58,3% dos entrevistados disseram ter reduzido bastante a compra de doces, salgadinhos e outros produtos do tipo, o que aponta para uma relação diferente com alimentos ligados a mais calorias e menos valor nutricional. Enquanto o consumo de ultraprocessados caiu, a busca por proteína cresceu entre os usuários de canetas emagrecedoras. Quase metade deles, 46,6%, passou a comprar mais carne, ovo e iogurte proteico, o que acompanha a preocupação em preservar massa muscular durante o emagrecimento. O levantamento também mediu a recomendação dos tratamentos pelo NPS (Net Promoter Score). Entre os medicamentos avaliados, o Wegovy teve o maior índice, com 76 pontos. A pesquisa do PainelTAP ouviu 751 usuários de canetas emagrecedoras em todo o Brasil, 76% mulheres e 23% homens. A maior concentração de participantes está no Sudeste (49%), seguido por Nordeste (17%), Sul (15%), Centro-Oeste (10%) e Norte (7%). A tabulação e a interpretação dos dados foram feitas pela AnáliseTAP, plataforma de análise baseada em inteligência artificial que transforma respostas em insights estratégicos.
Pesquisa: 75% dos usuários de canetas emagrecedoras aprovam efeitos no corpo
Estudo “Além da Balança” entrevistou 751 usuários de inibidores de apetite em todo o país e identificou mudanças no consumo de alimentos e na busca por proteínas.







