O pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais, afirmou nesta quarta-feira (8) que a operação de busca e apreensão da Polícia Federal realizada na casa onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está em prisão domiciliar é "extremamente suspeita".
A busca foi feita sob determinação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. O objetivo era verificar se ainda havia armas guardadas por Bolsonaro, mas, segundo a defesa do ex-presidente, nada foi localizado no local.
"Avalio como, mais uma vez, uma operação extremamente suspeita. Acho que um juiz que se indispõe com outra pessoa tem uma suspeição para julgar", disse Zema em entrevista a jornalistas após reunião da Frente Parlamentar Mista do Ambiente de Negócios, em Brasília.
Sem citar nominalmente a mulher de Moraes, Viviane de Barci, o ex-governador mineiro disse ainda que o ministro deveria "ter aprovado uma invasão à casa da advogada que fez um contrato de R$ 129 milhões", em referência ao acordo do escritório dela com o Banco Master, de Daniel Vorcaro.
"Será que ele [Moraes] aprovou essa operação? Essa operação é que está causando vergonha ao Brasil. Está falando que o Supremo tem gente lá que, em vez de olhar para os interesses do Brasil, está preocupada em ficar milionário. Será que ele vai aprovar essa operação? Esse brasileiro vai aplaudir muito mais e o mundo também", afirmou Romeu Zema.












