Eleições 2026
Há poucos dias, pacientes e usuários das redes sociais do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP foram surpreendidos por uma mensagem. Um comunicado oficial informava: “Em cumprimento à legislação eleitoral, os perfis institucionais do Governo de São Paulo ficarão temporariamente indisponíveis a partir de 4 de julho, permanecendo assim até o término do período eleitoral.” Logo abaixo da publicação, uma pessoa comentou: “Que pena! É área da saúde! Não entendo”.
O caso não se restringe ao InCor. Perfis do Hospital das Clínicas, do Instituto de Psiquiatria e de outros órgãos ligados ao governo paulista também interromperam suas atividades nas redes sociais por causa do período eleitoral.
A medida tem como justificativa o cumprimento das restrições impostas pela legislação eleitoral à comunicação institucional de órgãos públicos. Mas a decisão levanta questionamentos. Afinal, por que hospitais, institutos de pesquisa e serviços de saúde que divulgam orientações médicas, informações sobre atendimento, campanhas de prevenção e resultados de pesquisas científicas precisam deixar de se comunicar com a população durante a campanha eleitoral?











