O governo Lula (PT) retirou do ar anúncios, reportagens e outras publicações antigas dos sites oficiais de seus ministérios e da EBC (Empresa Brasileira de Comunicação), emissora estatal federal, com a justificativa de cumprir restrições eleitorais.

O chamado defeso eleitoral limita as publicações governamentais para evitar uso da máquina pública dentro da janela da campanha, no período de 4 de julho a 25 de outubro, mas sindicatos de jornalismo dizem que a gestão Lula ampliou as restrições neste ano.

Segundo estimativa da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), cerca de 146 mil conteúdos, entre reportagens, áudios, podcasts e fotografias, seriam removidos, situação que a entidade chamou de "censura sem precedentes".

De acordo com a nota da Fenaj, o governo federal e a direção da EBC ordenaram retirar do ar todo o conteúdo do jornalismo público de veículos como Agência Brasil, TV Brasil e Radioagência Nacional produzido a partir de 1º de janeiro de 2023.

Segundo auxiliares do governo, a remoção total ou quase na íntegra dos conteúdos é uma precaução para evitar descumprimento das regras do defeso. Em reunião de junho deste ano, Lula cobrou seus ministros para participarem de entregas até 3 de julho, de modo a marcar presença nas ruas antes da limitação da lei.