A Argentina anunciou nessa terça-feira (7) a construção de um novo reator nuclear em Buenos Aires com US$ 1,2 bilhão (R$ 6,18 bilhões) de investimento privado, em um momento em que a CNEA (Comissão Nacional de Energia Atômica) enfrenta um conflito sindical por demissões denunciadas por seus trabalhadores.
A empresa de capital americano e argentino Meitner Energy "investirá US$ 1,2 bilhão na construção de um reator modular nuclear de 300 megawatts no terreno de Atucha", ao norte de Buenos Aires, informou o porta-voz presidencial, Adrián Ravier.De acordo com o governo, é o primeiro reator nuclear financiado 100% com capital privado e a estimativa é que sejam criados 2.000 postos de trabalho.
O presidente da CNEA, Martín Porro, desligou há uma semana 61 trabalhadores que "desempenhavam funções majoritariamente administrativas", decisão que desencadeou protestos em frente à sede da instituição.A ATE (Associação de Trabalhadores do Estado) afirma que cerca de 100 dos aproximadamente 3.000 trabalhadores da CNEA foram demitidos e dois gerentes renunciaram na última semana.
O conflito é resultado do severo ajuste fiscal impulsionado pelo presidente do país, Javier Milei, em quase todas as áreas do governo, incluindo o setor nuclear. Desde que Milei assumiu em dezembro de 2023, o orçamento da CNEA foi reduzido em 58%, segundo um cálculo do veículo Chequeado com base em dados oficiais.












