Cerimônia foi no Salão Dourado da Praia Vermelha, na Urca, na Zona Sul. A jornalista Hildegard Angel representou a família. Foi ela quem assinou o documento no lugar do irmão 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Hildegard Angel assina o diploma pelo irmão Stuart — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 07/07/2026 - 20:25 UFRJ concede diploma póstumo a Stuart Angel em ato simbólico de justiça histórica A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) concedeu um diploma póstumo a Stuart Angel, morto pela ditadura militar aos 25 anos. A cerimônia ocorreu no Salão Dourado da Praia Vermelha, representando um gesto simbólico de justiça e memória. Stuart, preso e torturado em 1971, era estudante de Economia. Hildegard Angel, irmã de Stuart, assinou o documento em nome da família. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Num ato simbólico e póstumo, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) concedeu na tarde desta terça-feira o diploma de economista a Stuart Angel Jones, cinco décadas e meia depois de ele ter sido morto, aos 25 anos, pela ditadura militar, conforme noticiou o jornalista Ancelmo Gois, de O GLOBO. A cerimônia foi realizada no Salão Dourado do campus da Praia Vermelha, na Urca, na Zona Sul. A jornalista Hildegard Angel representou a família. Foi ela quem assinou o documento no lugar do irmão. — Este diploma que entregamos hoje não repara a dor de uma família. Não devolve a juventude roubada. Não devolve o corpo jamais entregue. Não devolve à mãe o direito de velar pelo seu filho. Ainda assim, este diploma afirma, com toda a força simbólica da universidade pública brasileira, que Stuart Angel é e sempre foi filho da UFRJ — discursou o reitor Roberto Medronho, acrescentando que a diplomação póstuma é também "um gesto de justiça e de memória". Stuart era militante do MR-8 e foi preso, torturado e morto em 1971. Na época, cursava Economia. A solicitação da diplomação póstuma foi feita de maneira conjunta por Hildegard Angel e por Lucas Duda, representante do Centro Acadêmico Stuart Angel (Casa), do Instituto de Economia (IE) da UFRJ. — Que coisa sensacional! Mamãe (Zuzu Angel) dizia que ela lutava pelos filhos das outras (quando lembravam que o dela já havia morrido), e depois que ela começou a lutar desativaram a câmara de tortura da Base Aérea do Galeão (onde Stuart foi morto). Não houve mais mortos ali. Que coisa importante! Uma iniciativa sempre puxa a outra. A gente não pode esmorecer, não pode se dominar melo medo — disse Hildegard, durante a solenidade. Os detalhes do trágico episódio da morte de Stuart Angel foram conhecidos por meio do depoimento do ex-preso político Alex Polari de Alverga, que testemunhou a morte do rapaz. Stuart foi amarrado a um jipe militar, que dava voltas pelo pátio, acelerando e freando, enquanto ele era forçado a respirar monóxido de carbono. Seu corpo foi ocultado e continua desaparecido. Stuart era filho da estilista Zuzu Angel, que empreendeu uma incansável campanha internacional para denunciar o desaparecimento e o assassinato do filho. Ela morreu posteriormente, em circunstâncias misteriosas, em um acidente de carro ocorrido em 1976, no túnel que hoje leva seu nome e liga a Gávea a São Conrado, na Zona Sul.