Comandante Rolim Adolfo Amaro estava a caminho de uma reunião de trabalho no Paraguai quando aeronave teve pane 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O comandante Rolim Adolfo Amaro, presidente da TAM, morto em queda de helicóptero — Foto: José Luis da Conceição/Agência O GLOBO RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 07/07/2026 - 17:31 25 anos sem Rolim Amaro: legado e impacto na aviação brasileira Há 25 anos, o presidente da TAM, Rolim Adolfo Amaro, morreu em um acidente de helicóptero a caminho de uma reunião no Paraguai. A aeronave, um Robson R-44, caiu próximo à fronteira com o Brasil, matando também a gerente comercial Patrícia Santos. Amaro revolucionou a TAM, transformando-a na segunda maior companhia aérea do Brasil. Ele era conhecido por sua paixão pela aviação e ideias inovadoras de marketing. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O presidente da companhia aérea TAM, comandante Rolim Adolfo Amaro, pilotava um helicóptero a caminho de uma reunião com empresários americanos no Paraguai quando sofreu um acidente perto de Pedro Juan Caballero, na fronteira com o Brasil. De acordo com testemunhas, naquela manhã de domingo, 8 de julho de 2001, há 25 anos, a aeronave parou no ar, emborcou e caiu. Amaro morreu na hora, assim como a gerente comercial da TAM, Patrícia Santos, de 30 anos, que o acompanhava. O empresário de então 59 anos tinha passado o fim de semana em sua fazenda de 3 mil hectares, às margens da rodovia BR-463, que liga Ponta Porã a Dourados, no Mato Grosso do Sul. Amaro teria chegado ao local na tarde de sexta-feira, e no domingo, por volta de 9h30m, teria levantado voo da pista da propriedade acompanhado de Patrícia, rumo ao Paraguai. Quando sobrevoava o vilarejo de Fortuna Guazú, a 38km de Pedro Juan, o helicóptero sofreu uma pane e caiu sobre um pasto. A polícia do Paraguai foi acionada por um produtor agrícola de 71 anos que viu o helicóptero cair em sua propriedade. Segundo as autoridades, o comandante estava a bordo de um helicóptero Robson R-44 vermelho, prefixo ZPHRA, que pertencia a uma companhia paraguaia controlada pela TAM. Infográfico explica acidente — Foto: Editoria de Arte Poucos empresários brasileiros estavam tão identificados com a marca da sua empresa quanto Rolim Amaro. Antes de tudo um apaixonado por aviação, o comandante respirava aviões dia e noite. De uma empresa que cobria pequenas rotas regionais no interior de São Paulo, Rolim levou a firma Transporte Aéreos de Marília (TAM) ao segundo lugar no mercado da aviação comercial brasileira, superando as tradicionais Vasp e Transbrasil e ficando atrás apenas da Varig. Rolim defendia que o Brasil deveria ter apenas duas grandes companhias aéreas. Por isso, tentou ao longo de quase dois anos comprar a Transbrasil. Primeiro, por meio de um acordo de cooperação de vôos. Além de engolir algumas rotas daquela companhia, Rolim começou a contratar funcionários da Transbrasil. Já no mercado internacional, junto com a Varig, a TAM levou rotas da Vasp. Após se lançar em Miami e Paris, a TAM passou a pousar em Frankfurt, um dos maiores aeroportos da Europa. Mas a TAM também ficou conhecida por um dos piores acidentes da aviação brasileira, quando um de seus Fokker100 se espatifou sobre um bairro de São Paulo segundos depois de decolar do Aeroporto de Congonhas, deixando 99 mortos. "Retrocedemos dois anos no nosso marketing", diria Rolim. O comandante também tinha boas ideias de marketing. Receber passageiros com um tapete vermelho era uma delas. A medida funcionava como um gesto de hospitalidade e, ao mesmo tempo, reduzia os gastos com a limpeza do assoalho do avião, já que o tapete funcionava como um capacho. Em sua fazenda, perto de Dourados, Rolim guardava seus três primeiros aviões. Ele tirou o seu brevê de voo aos 18 anos. No começo da carreira, vivia numa pensão com a mulher, a professora Noemi, nas margens do Araguaia. Antes de tornar-se piloto, foi auxiliar de mecânico, entregador de sanduíche e aprendiz de escrevente em cartório. Tornou-se sócio da TAM, adquirindo metade das ações em 1972. Quatro anos mais tarde, comprou a outra metade. Antes, trabalhara na empresa como piloto. Ele só estudou até a sétima série. Abandonou os estudos para ajudar nas despesas da casa.