A vantagem egípcia expôs um sentimento contraditório: a alegria pela queda do rival e o vazio de imaginar uma Copa sem o jogador que o futebol parece se recusar a deixar partir 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Jogadores da Argentina jogam Messi para o alto em comemorção à classificação para as quartas de final da Copa — Foto: Odd ANDERSEN / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 07/07/2026 - 18:36 Vitória do Egito sobre Argentina causa sentimentos mistos no Brasil A vitória do Egito sobre a Argentina por 2 a 0 gerou sentimentos mistos entre os brasileiros, que, apesar de rivalizarem com os argentinos, sentiram o peso da possível despedida de Lionel Messi das Copas. A emoção do jogo transcendeu o campo, com Messi evitando a eliminação iminente, demonstrando que o futebol ainda não está pronto para deixá-lo partir. A rivalidade se misturou com a admiração por um talento que desafia o tempo. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O choro de Messi no campo, a entrevista de Scaloni em prantos, os egípcios caídos no gramado, raivosos no microfone: nem era preciso sofrer por 90 minutos. Bastava ligar a TV depois do apito final para entender que Egito x Argentina tinha atravessado alguma fronteira emocional e misturado tudo. Há jogos que terminam no placar. Outros ficam ali, pingando da camisa, presos no rosto, demorando a sair. Para nós, brasileiros recém-eliminados, havia uma alegria torta e um pouco envergonhada no 2 a 0 do Egito. Já não era só rivalidade. E soava diferente do afã por Davi contra Golias da secada anterior, contra Cabo Verde. Era a pequena vingança dos feridos: ver outro gigante sangrar por perto, descobrir que a queda também pode fazer barulho na casa do vizinho. O brasileiro secava a Argentina, mas não percebia direito o que estava secando junto. Porque eliminar a Argentina era também empurrar Messi para fora da Copa. Para sempre. Era torcer contra a camisa que aprendemos a detestar e, sem notar, contra a última cena de um jogador que o próprio futebol parece relutar em perder. Por alguns minutos, a raiva antiga foi mais rápida que a saudade futura. A gente queria o fim, mas não tinha pensado no vazio depois dele. Messi comemora 21º gol em Copas, que garantiu o empate para Argentina diante do Egito — Foto: Elsa/Getty Images via AFP Messi pensou. Ou, pelo menos, jogou como quem pensa com os pés. Não foi por nós, claro. Mas nossa energia negativa foi incapaz de confundi-lo. Pegou a bola debaixo do braço e arrancou a partida da beira do abismo. Não deixou que o fim chegasse quando os outros, eu inclusive, já tinham começado a celebrá-lo. E então ficou essa sensação estranha, quase constrangedora, impossível de organizar: era um sorriso se abrindo ou uma frustração chegando atrasada? Quem secou, secou errado. Quem começou a sentir saudade cedo demais ganhou mais um jogo. E quem achou que estava torcendo por um fim descobriu, no susto, que talvez também torcesse para ele não vir. Coisas que Messi faz. Por nós ou contra a gente. Sábado tem mais.
Que Jogo É Esse: Secamos a Argentina, mas Messi não deixou que o perdêssemos para sempre
A vantagem egípcia expôs um sentimento contraditório: a alegria pela queda do rival e o vazio de imaginar uma Copa sem o jogador que o futebol parece se recusar a deixar partir















