PUBLICIDADE Alugar ao invés de comprar reduz custos, inclui manutenção e atualizações de software e avança em diferentes setores como hospitais, fábricas e eventos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Moxi, o robô que tem sido adotado por hospitais americanos para lidarem com a falta de enfermeiros, disponível em modelo de aluguel — Foto: Reprodução / Youtube RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 07/07/2026 - 17:57 Expansão do Mercado de Aluguel de Robôs Impulsiona Adoção Tecnológica O mercado de aluguel de robôs, ou "Robotics as a Service" (RaaS), está em expansão, permitindo que empresas reduzam custos ao optar por assinaturas mensais que incluem manutenção e atualizações. Esse modelo é adotado em hospitais, fábricas e eventos, facilitando o acesso a tecnologias de ponta sem investimentos elevados. Na China e nos EUA, robôs alugados já operam em diversas funções, embora ainda dependam de operadores humanos. A tendência é que a locação popularize a robótica, seguindo o caminho de serviços de computação em nuvem. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O mercado de aluguel de robôs está crescendo e desponta como uma das principais tendências da indústria de automação. Em vez de comprar máquinas por dezenas ou centenas de milhares de dólares, empresas têm optado por assinaturas mensais ou contratos de locação, que incluem manutenção, atualizações de software e suporte técnico. O modelo, conhecido como "Robotics as a Service" (RaaS), já é utilizado em hospitais, fábricas, fazendas e até eventos, enquanto fabricantes apostam que ele será o principal caminho para popularizar a robótica nos próximos anos. A mudança ocorre em um momento em que a evolução tecnológica dos robôs se acelera. Como novos modelos são lançados com frequência, a compra definitiva pode significar adquirir um equipamento que ficará obsoleto em poucos anos. A locação permite que os clientes tenham acesso às versões mais recentes sem precisar fazer novos investimentos elevados. BMW testará robôs humanoides em sua fábrica 1 de 10 BMW testará robôs humanoides em sua fábrica — Foto: Michaela Stache/AFP 2 de 10 A montadora alemã BMW anunciou nesta sexta-feira que planeja implantar dois robôs humanoides com inteligência artificial em uma fábrica — Foto: Michaela Stache/AFP X de 10 Publicidade 10 fotos 3 de 10 Batizados de AEON e desenvolvidos pela empresa sueca Hexagon, os robôs em preto e branco têm 1,65 metros de altura, pesam 60 kg e se movem sobre duas rodas — Foto: Michaela Stache/AFP 4 de 10 Eles podem manipular e mover componentes de forma autônoma dentro de uma fábrica cujo espaço já foi totalmente escaneado e digitalizado — Foto: Michaela Stache/AFP X de 10 Publicidade 5 de 10 Uma fase piloto com duração de vários meses terá início neste inverno (verão na Europa) em uma fábrica em Leipzig, com funcionários trabalhando ao lado de robôs vagamente semelhantes a humanos — Foto: Michaela Stache/AFP 6 de 10 O robô "tem plena consciência do seu ambiente" graças a 22 sensores e vários tipos de câmeras — Foto: Michaela Stache/AFP X de 10 Publicidade 7 de 10 Arnaud Robert, presidente da Hexagon Robotics, recusou-se a divulgar preço dos robôs, mas disse que estava na casa das centenas de milhares de euros — Foto: Michaela Stache/AFP 8 de 10 O robô com inteligência artificial é "inteligente o suficiente para gerar suas próprias decisões" e operar "em um ambiente de produção" — Foto: Michaela Stache/AFP X de 10 Publicidade 9 de 10 Durante uma demonstração em uma oficina da BMW em Munique, o robô pôde ser visto navegando em direção a um carro e escaneando a porta dianteira do veículo usando um dispositivo — Foto: Michaela Stache/AFP 10 de 10 A autonomia da bateria do robô é de cerca de três horas, mas o desenvolvedor sueco afirmou que os robôs podem substituir a própria bateria em cerca de 30 segundos usando uma estação de carregamento — Foto: Michaela Stache/AFP X de 10 Publicidade Protótipo tem 22 sensores e várias câmeras Nos Estados Unidos, hospitais já utilizam robôs alugados para transportar medicamentos, materiais e suprimentos entre diferentes setores. Segundo a fabricante Diligent Robotics, cerca de 100 unidades do robô Moxi operam em instituições de saúde por meio desse modelo de assinatura, reduzindo o investimento inicial necessário para a adoção da tecnologia. Robôs da Moxi fazem entregas em hospitais, e há modelos que fazem serviços de bartenders ou máquinas de capina autônomas em fazendas. Máquinas de limpeza movidas por IA já trabalham em lares chineses. Uma das tarefas do robô é dobrar roupas, o que leva vários minutos, pois se parece com uma criança aprendendo a dobrar peças de vestuário pela primeira vez — Foto: Wang Zhao / AFP Na indústria, empresas também recorrem ao sistema para automatizar linhas de produção sem adquirir os equipamentos. A americana Formic, por exemplo, opera uma frota de mais de 250 robôs industriais alugados para fabricantes, cobrando uma taxa fixa mensal que inclui instalação, manutenção e monitoramento. A estratégia busca tornar a automação acessível a pequenas e médias empresas. Na China, o aluguel de robôs humanoides ganhou impulso após apresentações que viralizaram nas redes sociais e em grandes eventos públicos. Empresas passaram a oferecer as máquinas para feiras, ações promocionais, casamentos e campanhas de marketing. Em alguns casos, os robôs também são usados para recepcionar visitantes e interagir com o público. Apesar do interesse crescente, especialistas afirmam que os humanoides ainda estão longe de substituir trabalhadores em larga escala. Atualmente, muitos equipamentos dependem de operadores humanos para programação e controle, sendo mais eficientes em demonstrações, entretenimento e tarefas específicas do que em atividades complexas e autônomas. A CNN noticiou que, dentro de um centro de treinamento estatal perto de Pequim, mais de 120 humanoides trabalham enfileirados em tarefas repetitivas, mas são guiados por instrutores humanos com controladores manuais. China lança primeiro serviço de limpeza doméstica com robôs — Foto: Reprodução / X Mesmo assim, a China continua ampliando os investimentos no setor como parte de sua estratégia de liderança em inteligência artificial e robótica. O governo incentiva a adoção dos equipamentos em centenas de aplicações práticas, enquanto fabricantes apostam que o aluguel ajudará a acelerar o uso dos robôs, gerar dados para aperfeiçoar seus sistemas e ampliar o mercado consumidor. Segundo a mídia estatal chinesa, já existem mais de 153 mil empresas de aluguel de robôs no país, que podem custar entre 3 e 3,5 mil yuans (R$ 2,3 mil a R$ 2,7 mil) por dia. A empresa californiana 1X, planeja começar a enviar seu robô auxiliar doméstico NEO ainda este ano, com aluguel de US$ 499 (R$ 2.000) por mês por meio de assinatura, segundo a BBC. NEO (1X Technologies): Robô doméstico para limpeza, organização de objetos e tarefas cotidianas; preço estimado em US$ 20.000 ou assinatura. — Foto: Divulgação Analistas avaliam que o modelo de assinatura tende a ganhar espaço à medida que a tecnologia evolui e os custos diminuem. A expectativa é que, assim como ocorreu com serviços de computação em nuvem e softwares por assinatura, empresas passem a contratar robôs conforme a necessidade, em vez de mantê-los como ativos permanentes.
Aluguel de robôs: como funciona o modelo por assinatura e o que as máquinas humanoides podem fazer
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