A capacidade de esclarecer assassinatos nos estados brasileiros anda lado a lado com fatores socioeconômicos, como renda per capita e desigualdade, e com aspectos criminais, como uso de arma de fogo e predomínio de vítimas jovens, afirma relatório do Instituto Sou da Paz a ser divulgado nesta quarta-feira (8).

A pesquisa usa um método estatístico chamado de regressão, em que variáveis são comparadas com o patamar de esclarecimento na última década. A análise tem a capacidade de entender quais delas mais acompanham o indicador de resolução, sem que, no entanto, isso represente uma relação de causa e efeito.

O levantamento do instituto mensurou o quanto diversos fatores estruturais e de segurança pública se conectam com a resolução de investigações de homicídios. O objetivo é ampliar a compreensão sobre essas características e impulsionar a melhoria no esclarecimento. Hoje, em média, o Brasil deixa de resolver 6 a 10 assassinatos.

A análise concluiu que o rendimento domiciliar per capita, o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), a porcentagem de urbanização e a média de anos de estudo se associam positivamente a mais assassinatos esclarecidos. Ou seja, quanto mais alta a renda no estado, em média, mais alta a capacidade resolutiva.