Um ano após Donald Trump anunciar o tarifaço de 50% sobre as exportações brasileiras em 9 de julho de 2025, a participação dos Estados Unidos nas vendas dos produtos nacionais chegou ao nível mais baixo da série histórica da balança comercial, iniciada em 1997.
Houve queda de 2,7 pontos percentuais no indicador. Ao mesmo tempo, a fatia da China avançou na mesma proporção, o que confirma o diagnóstico de que a medida teve como reflexo a busca por novos mercados e o aumento da dependência do Brasil em relação à economia chinesa.
A participação dos EUA nas vendas do Brasil para o exterior passou de 12,1% para 9,4%, na comparação entre o primeiro semestre deste ano e o mesmo período do ano passado, segundo levantamento da Amcham Brasil (Câmara Americana de Comércio para o Brasil).
Os EUA ainda seguem como o segundo maior destino dos produtos brasileiros, uma vez que a participação da Argentina (4%), terceiro colocado, também caiu no período.
Quem ganhou espaço foi a China, que continua bem à frente como principal parceiro comercial, com participação saindo de 28,9% para 31,5% —quase um terço do valor das vendas ao exterior. É o maior percentual desde 2021, quando chegou ao recorde de 34,5% para esse período do ano.














