Quase duas semanas após os tremores que devastaram La Guaira, autoridades anunciam plano para retomar voos comerciais enquanto buscas por desaparecidos continuam entre os escombros 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Equipe de resgate enviada pela Jordânia retira corpo encontrado em Caraballeda, no estado de La Guaira, o mais atingido pelos terremotos de 24 de junho na Venezuela — Foto: Juan Barreto/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 07/07/2026 - 19:13 Tragédia na Venezuela: Terremotos causam 3.685 mortes e devastam infraestrutura em La Guaira O número de mortes devido aos terremotos na Venezuela subiu para 3.685, com cerca de 17 mil feridos. A tragédia em La Guaira devastou a região, afetando gravemente a infraestrutura, incluindo o Aeroporto Internacional Simón Bolívar. O governo venezuelano planeja reabrir "em breve" para voos comerciais. A resposta governamental enfrenta críticas, mas esforços internacionais continuam para auxiliar nas buscas e reconstrução. As Nações Unidas estimam perdas de US$ 6,7 bilhões. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O forte terremoto duplo que atingiu a Venezuela em 24 de junho deixou ao menos 3.685 mortos e quase 17 mil feridos, informou o governo venezuelano nesta terça-feira em seu balanço oficial mais recente. Mais cedo, as autoridades anunciaram planos para retomar "em breve" os voos comerciais no principal aeroporto do país, localizado na região mais devastada pelos tremores. Os terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 atingiram com força o estado costeiro de La Guaira, considerado o marco zero da tragédia, com dezenas de edifícios desabados e milhares de pessoas desabrigadas. O balanço anterior, divulgado na segunda-feira, registrava 3.535 mortos e 16.740 feridos. O número de feridos permaneceu inalterado. O Aeroporto Internacional Simón Bolívar de Maiquetía, que atende Caracas e está localizado em La Guaira, sofreu danos significativos durante os tremores e opera atualmente apenas de forma parcial para voos humanitários. Em mensagem publicada no Telegram, a presidente interina, Delcy Rodríguez, anunciou a "ativação imediata de um plano alternativo" para permitir a retomada dos voos comerciais na pista paralela do terminal. Retroescavadeiras continuam removendo montanhas de entulho em La Guaira, enquanto equipes de resgate seguem as buscas por desaparecidos. Diversas brigadas internacionais já começaram a deixar o país após quase duas semanas sem encontrar sobreviventes sob os escombros. Nos arredores de um prédio destruído em Caraballeda, máquinas trabalhavam nesta terça-feira na procura de corpos. Entre os familiares que permanecem no local está Lázaro Rubio, de 66 anos, que busca a esposa e duas enteadas desaparecidas desde o desastre. — Até que recuperemos os corpos, não vamos nos mexer daqui — afirma. — Se no nível do maquinário a resposta tivesse sido melhor, isto teria sido diferente. A resposta do governo à tragédia tem sido alvo de críticas devido à escassez inicial de socorristas e equipamentos pesados. Rodríguez, no entanto, defende a atuação das autoridades e afirma que a situação começou a melhorar com a chegada de equipes estrangeiras. Aeronaves militares americanas continuam operando na região e utilizam a infraestrutura de Maiquetía para transportar ajuda humanitária. Militares e especialistas dos Estados Unidos participam dos trabalhos de recuperação do aeroporto, com o objetivo de facilitar a chegada de suprimentos e equipamentos ao país. Em entrevista coletiva por telefone, o encarregado de negócios dos EUA na Venezuela, John Barrett, afirmou que autoridades americanas já mantêm conversas com companhias aéreas para preparar a retomada das operações comerciais. — Ainda há trabalho a ser feito na infraestrutura para dar suporte às operações comerciais no aeroporto — diz, sem estimar uma data para a reabertura. O chefe do Comando Sul dos EUA, general Francis Donovan, afirmou que militares americanos colaboram no controle do tráfego aéreo e nas operações de carga para garantir pousos seguros. Cerca de 2 mil militares dos EUA foram mobilizados para a resposta ao desastre. O navio USS Fort Lauderdale também permanece atracado no porto de La Guaira para auxiliar na distribuição de ajuda humanitária. O governo venezuelano calcula que quase 18 mil pessoas perderam suas casas. Mais de 800 edifícios foram afetados pelos terremotos, dos quais cerca de 200 desabaram completamente. Em várias áreas de La Guaira, sobreviventes continuam vivendo em abrigos improvisados. No complexo turístico Los Caracas, trabalhadores instalavam nesta terça-feira 250 grandes barracas enviadas pela China para acolher famílias desalojadas. Quadras esportivas, parques e terrenos abertos foram transformados em acampamentos temporários. Em Caraballeda, uma das áreas mais atingidas, Estefany Suárez, de 31 anos, vive com os dois filhos pequenos em uma barraca após sua residência ser classificada como de "alto risco". — Saquearam os supermercados, então não abrem mais. Estão doando fraldas, o que é bom — relata. As Nações Unidas estimam que os prejuízos causados pelos terremotos alcancem US$ 6,7 bilhões (cerca de R$ 34,6 bilhões), o equivalente a aproximadamente 6% do PIB venezuelano. O governo não divulgou um número oficial de desaparecidos, mas a ONU calcula que eles possam chegar a 50 mil.
Número de mortos por terremotos na Venezuela sobe para 3.685; governo promete reabrir principal aeroporto 'em breve'
Quase duas semanas após os tremores que devastaram La Guaira, autoridades anunciam plano para retomar voos comerciais enquanto buscas por desaparecidos continuam entre os escombros









