O que a entidade fará é ingressar com representação no Tribunal de Contas da União (TCU) contra a Câmara de Comércio Exterior (Camex), de quem partiu a medida A Anfavea, entidade que representa os fabricantes de veículos no Brasil, disse que não irá judicializar a medida do governo federal que renovou por seis meses as cotas de importação com alíquota zero para veículos eletrificados desmontados (CKD) e semi desmontados (SKD). A renovação, em vigor desde 23 de junho, soma nova cota de US$ 463 milhões em importação com alíquota zero. No sistema SKD, o veículo chega montado ao país e recebe acabamento final de peças, como pneus. Já no caso do CKD, kits de componentes ou peças avulsas são importados para montagem local. “Não vamos judicializar. Como é uma medida de seis meses, a eficácia de uma judicialização nesse contexto não faria sentido”, disse Igor Calvet, presidente da entidade, nesta terça-feira (7). Segundo o dirigente, o que a entidade fará é ingressar com representação no Tribunal de Contas da União (TCU) contra a Câmara de Comércio Exterior (Camex), de quem partiu a medida, para fomentar “melhorias de governança”. A medida reacendeu a disputa entre a chinesa BYD e as montadoras representadas pela Anfavea, que anteriormente disse que a decisão contrariava a política tarifária definida pelo próprio governo e gerava insegurança para investimentos baseados no cronograma anterior da entidade. “Estamos em vias de fazer representação no TCU, que não vai reverter a decisão, mas pode ajudar a melhorar a governança [do órgão]. Entendemos que não houve discussão prévia do tema e que o contraditório não aconteceu”, acrescentou o dirigente. Veículo elétrico — Foto: Unsplash