Com cerca de 137 anos, a árvore ocupa quase 9 mil metros quadrados, produz até 80 mil frutos por safra e é reconhecida pelo Guinness World Records como a maior do planeta 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Cajueiro de Pirangi, o maior cajueiro do mundo, em Parnamirim, na Grande Natal — Foto: Idema/Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 06/07/2026 - 06:44 Cajueiro de Pirangi: Maior do Mundo Atraindo Multidões e Controvérsias O Cajueiro de Pirangi, no Rio Grande do Norte, é o maior do mundo, cobrindo quase 9 mil metros quadrados. Com 137 anos, produz até 80 mil frutos por safra e atrai 300 mil visitantes anuais. Reconhecido pelo Guinness World Records, o cajueiro impressiona pelo plagiotropismo, característica que permite o crescimento horizontal dos galhos, criando a ilusão de uma floresta. O local é um ponto turístico com infraestrutura completa, apesar de enfrentar limites urbanos para sua expansão. A disputa pelo título de maior cajueiro surgiu em 2016, mas o reconhecimento oficial permanece com o exemplar de Pirangi. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Uma única árvore que se espalha por uma área equivalente a mais de um campo de futebol, produz até 80 mil frutos por safra e atrai cerca de 300 mil visitantes por ano. Localizado na praia de Pirangi do Norte, em Parnamirim, na região metropolitana de Natal, o Maior Cajueiro do Mundo é um dos principais cartões-postais do Rio Grande do Norte e impressiona pelo tamanho: sua copa ocupa entre 8,5 mil e 9 mil metros quadrados, resultado de um crescimento incomum que faz parecer que dezenas de árvores formam uma floresta, quando, na realidade, trata-se de um único organismo. O exemplar foi reconhecido pelo Guinness World Records, em 1994, como o maior cajueiro do planeta. Sua origem remonta a 1888, quando, segundo a versão mais difundida, a muda foi plantada pelo pescador Luís Inácio de Oliveira. Há, contudo, outra narrativa histórica que atribui o plantio ao ex-prefeito de Natal Sylvio Pedroza, antigo proprietário das terras onde hoje está a árvore. Não há consenso definitivo sobre quem foi o responsável. O crescimento extraordinário é explicado por uma característica genética conhecida como plagiotropismo. Diferentemente da maioria dos cajueiros, cujos galhos se desenvolvem predominantemente para cima, os ramos do cajueiro de Pirangi crescem na horizontal. À medida que aumentam de tamanho, tocam o solo, criam novas raízes e passam a funcionar como novos pontos de sustentação, dando origem a estruturas que se assemelham a troncos independentes. O processo se repete continuamente, permitindo que a copa se expanda ao longo das décadas. Por isso, quem percorre as passarelas instaladas no interior da árvore costuma ter a impressão de caminhar por uma mata fechada, embora permaneça sob a copa de um único cajueiro. O tronco original, inclusive, tornou-se difícil de identificar em meio às centenas de ramificações. Além das dimensões, a produtividade também chama atenção. Durante a safra, que normalmente ocorre entre novembro e janeiro, a árvore produz entre 60 mil e 80 mil cajus, além de milhares de castanhas, movimentando o comércio local de frutas, doces, castanhas e outros derivados. A expansão da árvore, porém, já não ocorre de forma totalmente livre. Em um dos lados, o crescimento encontra o limite imposto pela urbanização e pela rodovia que passa ao lado do terreno. Para evitar que os galhos avancem sobre a pista, podas técnicas são realizadas periodicamente. A área onde está localizado o cajueiro conta com estrutura voltada ao turismo, incluindo passarelas suspensas, um mirante para observação da copa, centro de visitantes, lojas de artesanato e pontos de venda de produtos derivados do caju. Do alto do mirante é possível observar a dimensão da árvore, cuja copa forma um amplo mosaico verde que pode ser identificado até mesmo em imagens de satélite. Disputa pelo título Embora o cajueiro de Pirangi permaneça reconhecido pelo Guinness World Records como o maior do mundo, o título é alvo de debate desde 2016. Pesquisadores ligados à Universidade Estadual do Piauí divulgaram medições indicando que o chamado Cajueiro Rei, localizado em Cajueiro da Praia (PI), teria aproximadamente 8.832 metros quadrados de copa, área superior a algumas medições feitas em Pirangi. A divergência decorre, principalmente, das diferentes metodologias empregadas para medir a extensão das árvores. Apesar da disputa, o reconhecimento internacional permanece com o cajueiro potiguar, que segue sendo uma das atrações turísticas mais visitadas do Nordeste e um dos maiores símbolos naturais do Rio Grande do Norte.
A árvore que virou floresta: como o cajueiro de Pirangi, no Rio Grande do Norte, se tornou o maior do mundo
Com cerca de 137 anos, a árvore ocupa quase 9 mil metros quadrados, produz até 80 mil frutos por safra e é reconhecida pelo Guinness World Records como a maior do planeta









