A justiça de São Paulo determinou a reintegração das agências DPZ e Cálix à licitação feita para selecionar as agências responsáveis pela comunicação do governo do Estado.
A Cálix tinha sido a primeira classificada no certame. A DPZ estava em segundo. Mas o governo Tarcísio, ainda na seara administrativa, desclassificou as duas empresas sob o argumento de que teriam usado imagens em movimento, prática vedada pelo edital.
A Cálix é a empresa de Marcello Lopes, conhecido como Marcelão, ex-marqueteiro da campanha de Flávio Bolsonaro. A alegação feita no processo é que a desclassificação da empresa só ocorreu após a descoberta da autoria, ou seja, de quem estava por trás da proposta.
As duas agências argumentaram que não descumpriram o edital e que, na verdade, apresentaram imagens estáticas sequenciadas, sem vídeo, e apontaram contradição do governo de São Paulo.
As agências também questionaram o fato de as desclassificações terem sido fundamentadas em uma nota técnica feita por um servidor que, segundo as empresas, não integrou a subcomissão técnica responsável pelo julgamento.








