Karina Blanco estava prestes a começar a aula de spinning que ministra quando a terra começou a tremer. Os tremores em La Guaira, na Venezuela, foram ficando cada vez mais fortes, então ela pegou sua bolsa e correu para fora com todos os demais.

"Quando me dei conta da gravidade da situação, comecei a gritar: 'Minha filha, minha filha'. Entrei no carro e dirigi o mais rápido que pude", disse Karina.

Sua única filha, Fabiana, 12, estava em casa quando dois fortes terremotos atingiram a Venezuela com poucos segundos de diferença, em 24 de junho. O segundo terremoto foi um dos tremores mais fortes a atingir o país em um século, com magnitude de 7,5.

Quando Karina chegou ao seu prédio em Caraballeda, no norte do Estado de La Guaira, mal podia acreditar no que via. "Eu conseguia ver um prédio, depois um espaço vazio onde meu prédio ficava e, então, outro prédio."

Dentro do apartamento da família, no primeiro andar do edifício de dez andares, Fabiana estava no quarto da mãe quando sentiu os terremotos. Ela correu para a cozinha e se segurou em uma bancada quando as paredes ao seu redor desabaram. Ela foi arremessada ao chão.